MANAUS – O vereador Rosinaldo Ferreira da Silva, o Rosinaldo Bual (Agir), volta ao centro dos holofotes não apenas por suas pendências com a justiça, mas pelo uso voraz da Cota Parlamentar. Recentemente beneficiado por um habeas corpus após ser preso em uma operação contra a “rachadinha”, Bual deixou um rastro de gastos que totalizam R$ 291.502,34 em 2025.

O “Escândalo do Tanque Cheio”
O que chama a atenção nos balanços de Bual é a sede por combustível. Sem registrar aluguel de veículos pela cota, o vereador conseguiu a proeza de gastar R$ 140.500,00 em gasolina em 12 meses.
Foram pagamentos repetidos de até R$ 16.500,00 mensais em postos de combustíveis.
Somado à propaganda (R$ 131 mil), o gasto com “autopromoção e gasolina” consome 93% de toda a verba do gabinete.
Das Grades à Cota Parlamentar
A ostentação nos gastos de gabinete ganha contornos dramáticos quando confrontada com a ficha criminal recente do parlamentar. Bual foi preso no dia 3 de outubro pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), acusado de chefiar um esquema de “rachadinha”.
Segundo as investigações, funcionários do gabinete eram intimidados a entregar metade de seus salários diretamente ao vereador. A operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão, levando também à prisão de sua chefe de gabinete.
Soltura e Medidas Cautelares
Apesar da gravidade das acusações, o desembargador Jorge Lins, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), concedeu habeas corpus ao parlamentar em segunda instância. Bual agora responde ao processo em liberdade, mas sob medidas cautelares.
A decisão de soltura não apaga as evidências colhidas pelo MP, e a população agora questiona: como um gabinete suspeito de extorquir servidores pode, ao mesmo tempo, consumir valores tão altos em combustível e publicidade?
Foto: Reprodução Rede Social.





