O cenário político da direita no Amazonas subiu de tom nesta semana com dois embates acalorados envolvendo o Coronel Menezes, o Delegado Péricles, o Delegado Costa e Silva e o publicitário Fred Melo. O que começou como uma resposta a críticas de traição política evoluiu para acusações de mau uso de fundo eleitoral, “corpo mole” em campanhas e ameaças de confronto físico.
UFC Baré: Delegado Péricles X Coronel Menezes
O clima pesou ainda mais no confronto entre o deputado estadual Delegado Péricles (PL) e Menezes. O parlamentar chamou o Coronel de “oportunista” e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria cortado relações definitivas com ele.
Os principais pontos da discussão:
Fidelidade a Bolsonaro: Péricles afirma que Bolsonaro expressou pessoalmente o desejo de distância de Menezes. O Coronel rebateu, chamando Péricles de “deputado de gabinete” e acusando-o de fazer “corpo mole” na campanha de Alberto Neto no primeiro turno de 2024.
A “Caminhada pela Liberdade”: Menezes provocou Péricles por não estar presente em uma marcha de 120 km que realiza ao lado de Alberto Neto e Débora Menezes. Péricles respondeu que passou por uma cirurgia no joelho e chamou o Coronel de “imbecil” e “vagabundo”.
O Elevador da ALEAM: O nível da conversa baixou quando Péricles relembrou um encontro no elevador da Assembleia Legislativa, alegando que Menezes “baixou a cabeça” na ocasião. O deputado prometeu repetir as ofensas pessoalmente: “Digo isso na tua cara, porque é assim que trato vagabundo!”.
O “Joelhinho”: Menezes encerrou a discussão de forma irônica, desdenhando da condição física do deputado e sugerindo que Péricles estaria com “ciúmes” da proximidade entre ele e Alberto Neto.
O Embate dos Suplentes: Delegado Costa e Silva X Fred Melo
A discussão teve início após Menezes atribuir as críticas que recebe à “inveja”. O Delegado Costa e Silva, ex-aliado e vice de Menezes em pleitos anteriores, reagiu duramente, acusando o Coronel de agir deliberadamente para dividir a direita ao não apoiar Alberto Neto (PL) para a prefeitura de Manaus, optando por ser vice de Roberto Cidade (União).
A Acusação: Costa e Silva afirmou que o grupo de Menezes ficou em 4º lugar mesmo com a máquina estatal e que a “direita genuína” já teria abandonado o Coronel.
A Tréplica: Fred Melo, publicitário de Menezes, rebateu questionando o desempenho eleitoral de Costa e Silva em 2022. Melo apontou que o delegado recebeu R$ 500 mil em fundo eleitoral para obter apenas 8 mil votos, sugerindo que ele deveria “amadurecer” para não ser atropelado por nomes de fora do estado.
O Desfecho: Costa e Silva afirmou que suas contas foram aprovadas e prometeu novas revelações em entrevistas, declarando-se a nova “pedra no sapato” de Menezes.
Análise do Cenário
Os ataques mútuos expõem uma fragmentação profunda no campo conservador do Amazonas. Enquanto o grupo ligado ao PL tenta isolar Menezes, o Coronel utiliza sua proximidade física com Alberto Neto na “Caminhada pela Liberdade” para reafirmar sua relevância e rebater a tese de isolamento político. O tom das mensagens, repletas de adjetivos como “inútil”, “malandro” e “traidor”, sinaliza que a unificação da direita para 2026 será um desafio hercúleo.
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