Um encontro realizado nesta quinta-feira (19) reuniu representantes de instituições de ensino superior e técnico, Prefeitura de Parintins e órgãos fundiários para tratar da cessão de uso de uma área de 86 hectares localizada no Projeto de Assentamento (PA) Vila Amazônia. O terreno deverá receber estruturas educacionais e projetos voltados ao desenvolvimento agropecuário e social.
A reunião que contou com a presença de diretores do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ/UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e Coordenação de Regularização Fundiária integra ações do programa Terra Cidadã, desenvolvido pela Prefeitura em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), órgão responsável pela reforma agrária e regularização fundiária no país.
O coordenador de Regularização Fundiária Rural do município, Sandro Martins, explicou que o objetivo imediato é formalizar a documentação junto ao Incra para garantir a destinação educacional e produtiva da área.
“Hoje estamos aqui no IFAM reunindo com a UFAM e a UEA para alinhar toda a documentação que será enviada ao INCRA, para solicitar essa área que será doada para a atividade agropecuária e social dentro do PA de Vila Amazônia, onde vai ter desenvolvimento social com as famílias cadastradas e assentadas”, disse.
A diretora-geral do IFAM, Christiane Rodrigues, destacou que a proposta atende a uma demanda antiga da comunidade local. “Estamos aqui reunidos junto com coordenação fundiária rural do município de Parintins para buscarmos a cessão de uso do terreno da Vila Amazônia, porque é o sonho, já é um pedido também da comunidade que as instituições de ensino estejam lá para a promoção de cursos, de capacitação e com o desenvolvimento local. Então o IFAM, o UEA e a UFAM juntos para que a gente possa fortalecer cada vez mais a educação”, destacou.
Para a diretora do ICSEZ/UFAM, Maria Eliane, a articulação também representa inclusão educacional e fortalecimento da produção local.
“A possibilidade que se abre hoje é de formação para os nossos jovens, para adultos, que muitas vezes não tem oportunidade no seu próprio território de estudar. Isso significa também o atendimento a uma demanda histórica de luta da Vila Amazônia. Então, como Universidade Pública Federal, também nos comprometemos, que é resultado de um processo de escuta também da comunidade, e efetivar essa articulação para que dê certo, em parceria também com a Prefeitura de Parintins”, destacou.
A diretora da UEA, Keila Amoedo, ressaltou o impacto regional da iniciativa. “É um momento muito importante para as três instituições. Então a gente sempre está caminhando junto em busca da melhoria para o povo parintinense, como os circunvizinhos, que vêm estudar também aqui. A Vila Amazônia é um espaço próspero e nós queremos estar lá também, para contribuir com esse espaço, levando o processo de educação e podendo levar esses alunos para fazerem pesquisas dentro da Vila Amazônia”, disse.
A expectativa é que, após a formalização junto ao INCRA, o espaço passe a receber cursos, pesquisas, capacitações técnicas e atividades produtivas, beneficiando diretamente famílias assentadas e ampliando o acesso ao ensino na zona rural do município.
Texto e Fotos: Bruna Karla – SECAT /SECOM





