MANAUS – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), oficializou a sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas e aproveitou o evento para criticar duramente a Operação Erga Omnes, da Polícia Civil. Almeida comparou a autenticidade da investigação a uma “nota de 300 reais” e defendeu uma servidora pública envolvida no caso.
Críticas à Operação Policial
Durante o seu discurso, David Almeida questionou a eficácia da operação, que investiga ligações com o tráfico de drogas e a organização criminosa Comando Vermelho. O prefeito destacou a ausência de apreensões significativas para justificar a narrativa policial:
Falta de Provas: Almeida afirmou que a operação não resultou na prisão de traficantes, nem na apreensão de drogas, veículos ou dinheiro.
Ação Mediática: O prefeito criticou a conduta do delegado responsável, alegando que este teria realizado uma transmissão em direto (“live”) às 5h da manhã para anunciar a sua chegada, o que teria permitido a fuga de suspeitos.
Defesa de Aliados e Servidores
O prefeito assumiu uma postura de defesa em relação a uma servidora pública (identificada como Anabela), descrevendo-a como uma colega de polícia “decente e honrada”. Almeida sugeriu que a inclusão da servidora na investigação faz parte de uma narrativa política para atingir a sua honra.
Além disso, o prefeito:
Rejeitou ataques contra a primeira-dama Izabelle Fontenelle.
Reforçou a sua aliança com o vice, Renato Junior, a quem chamou de “irmão”.
Criticou indiretamente o governo de Wilson Lima, comparando os resultados da educação em Manaus com os do interior do estado.
David Almeida afirmou estar tranquilo quanto ao processo eleitoral e que pretende focar a sua campanha no “campo das ideias” e na busca de soluções para o Amazonas.





