Manaus permanece em estado de atenção após registrar acumulados de até 43 milímetros em apenas uma hora e registrar 15 ocorrências em decorrência das chuvas na cidade, nesta quinta-feira, 26/2. Nas últimas 24 horas, foram registrados 48 milímetros, volume suficiente para saturar o solo e elevar o risco de deslizamentos pontuais em áreas vulneráveis da capital.
Os maiores acumulados nas últimas 24 horas foram registrados no igarapé do 40 (45,2 milímetros), Puraquequara (35,6 milímetros), igarapé do Mindu (30,8 milímetros), Santa Etelvina (29,9 milímetros), Mauazinho (27,1 milímetros), Cidade de Deus (27,1 milímetros), bairro da União (25,4 milímetros) e Redenção (24,8 milímetros). Todos esses pontos já estão sob acompanhamento técnico da Defesa Civil Municipal.
Mesmo com a previsão atualizada da Defesa Civil do Amazonas indicando céu parcialmente nublado, com possibilidade de chuva isolada durante a noite desta quinta-feira, 26, e a madrugada de sexta-feira, 27, o solo permanece encharcado em várias regiões da cidade. A umidade pode chegar a 98%, com temperatura entre 23°C e 24°C. A cota do rio Negro está em 24,49 metros.
Durante entrevista ao programa Amazonas Urgente, da TV Band Amazonas, o prefeito David Almeida destacou que o período chuvoso exige atenção redobrada, mas ressaltou que a cidade já colhe resultados concretos das ações estruturantes implantadas pela gestão.
“Todo mês, nós temos três balsas que recolhem o lixo que chega ao rio Negro, já houve mês em que essas balsas recolheram entre 600 e 700 toneladas. Com a implantação das ecobarreiras, esse número vem caindo. No último domingo, fizemos o transbordo de 350 toneladas para o aterro sanitário, isso demonstra a eficiência das ecobarreiras”.
O prefeito explicou que o problema do lixo nos igarapés está diretamente ligado ao descarte irregular e ao efeito das chuvas sobre o sistema de drenagem urbana.
“É um legado ambiental que estamos consolidando. O lixo que retiramos do rio Negro e dos igarapés não é descartado diretamente neles, ele é jogado de forma inadequada nas ruas. A pessoa coloca o lixo na frente de casa, vem uma chuva forte como essa, a água arrasta, e muitas vezes entope bueiros, bocas de lobo, ou segue até o igarapé. O que chega aos igarapés é contido nas ecobarreiras, o que não é contido acaba no rio Negro, onde fazemos o recolhimento. Já reduzimos quase pela metade o volume de lixo que chegava ao rio, isso representa um avanço importante na preservação dos nossos mananciais”.
Alerta
O chefe do Executivo municipal também fez um alerta à população diante do risco geotécnico em áreas de encosta.
“No período da tarde, saiu o alerta de chuva severa para a zona Sul de Manaus. A você que está ao volante, muita atenção. Temos uma programação de aplicação de 300 toneladas de asfalto por dia para a manutenção das ruas, mas não estamos conseguindo executar plenamente por causa das chuvas. A chuva danifica muito a malha viária, por isso pedimos cautela aos motoristas e atenção às pessoas que moram em áreas de risco”, disse.
A atuação da prefeitura ocorre de forma integrada, com coordenação da Defesa Civil e apoio das secretarias municipais de Infraestrutura (Seminf), Limpeza Urbana (Semulsp), Assistência Social e Cidadania (Semasc), Saúde (Semsa) e do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).
A orientação é clara: em caso de rachaduras no solo, inclinação de árvores ou qualquer sinal de movimentação do terreno, o morador deve deixar imediatamente o local e acionar a Defesa Civil pelo número 199. O registro formal é indispensável para que as equipes sejam direcionadas ao ponto da ocorrência com prioridade técnica.
Mesmo com previsão de chuva isolada nas próximas horas, o monitoramento segue permanente. A prioridade é prevenir, agir com rapidez e proteger vidas.
Ocorrências
As 15 ocorrências foram recebidas pelo Disque 199 e repassadas para as equipes de campo da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), vinculada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), que respondem rapidamente às áreas impactadas.
Durante as recentes precipitações em Manaus, algumas situações foram observadas, demonstrando a necessidade de atenção das equipes de campo.
Entre elas, uma de alagamento na zona Leste. Quatro rachaduras, sendo duas na zona Oeste, uma na zona Norte e uma na zona Leste. Um deslizamento na zona Leste. Dois bueiros abertos, sendo um na zona Oeste e um na zona Norte. Uma erosão na zona Leste. Uma infiltração na zona Oeste. Três riscos de desabar, sendo um na zona Sul, um na zona Leste e um na zona Oeste. Duas solicitações de vistoria, sendo uma na zona Sul e uma na zona Leste.
Texto – Emanuelle Baires / Semcom-Prefeito e Laís Fernandes / Semseg
Fotos – Dhyeizo Lemos / Semcom-Prefeito e Arquivo / Semcom





