Lançamento do livro “A Dívida Invisível do Amazonas” propõe reflexão sobre o desenvolvimento do interior do Estado

A Escola Superior da Magistratura do Amazonas (ESMAM) e a Academia Amazonense de Ciências e Letras Jurídicas (ACLJA) promovem, no dia 18 de março, às 15h, no Auditório do Centro Administrativo Desembargador José de Jesus Ferreira Lopes – Anexo do Tribunal de Justiça do Amazonas, o lançamento institucional do livro “A Dívida Invisível do Amazonas – Renúncia fiscal, desenvolvimento concentrado e a cidadania suspensa no interior do Estado”, de autoria do economista Samuel Hanan e do advogado e ensaísta Jorge Henrique de Freitas Pinho.

A obra propõe uma análise estruturada do modelo econômico que se consolidou no Amazonas ao longo das últimas décadas, especialmente a partir da implantação da Zona Franca de Manaus, refletindo sobre seus efeitos territoriais e sociais.

Embora reconheça a importância estratégica da Zona Franca para a economia regional e para a preservação ambiental da Amazônia, o livro examina um fenômeno que os autores denominam “dívida invisível”: a persistente assimetria de desenvolvimento entre a capital e os 61 municípios do interior do Estado.

Segundo os autores, o modelo de incentivos fiscais e concentração produtiva gerou dinamismo econômico relevante em Manaus, mas não conseguiu produzir, na mesma intensidade, infraestrutura, serviços públicos e oportunidades econômicas distribuídas pelo território amazônico.

A obra reúne dados econômicos, análise institucional e reflexão sobre políticas públicas, buscando contribuir para um debate qualificado sobre o futuro do desenvolvimento regional.

Mais do que uma crítica ao modelo existente, o livro pretende estimular uma reflexão madura sobre os caminhos possíveis para reduzir as desigualdades territoriais e fortalecer a cidadania no interior do Amazonas.

O evento de lançamento incluirá uma palestra dos autores, seguida da doação de exemplares aos participantes, sem comercialização da obra no local.

A iniciativa pretende reunir lideranças políticas, representantes institucionais, prefeitos do interior, acadêmicos e estudiosos da realidade amazônica, criando um espaço de diálogo sobre os desafios estruturais do Estado.

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