O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu o tom nas cobranças internas para que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, preste os esclarecimentos necessários sobre supostas fraudes investigadas pela CPMI do INSS. Em conversa por telefone na última semana, o mandatário orientou que o filho “puxe para si” a responsabilidade do caso, buscando evitar que o desgaste político atinja o Palácio do Planalto. AS INFORMAÇÕES SÃO DA fOLHA DE SÃO PAULO.
Esta foi a segunda conversa entre os dois desde que o sigilo bancário e fiscal de Lulinha foi quebrado pela comissão parlamentar. A ligação ocorreu na última terça-feira (3), em um momento em que o entorno do presidente demonstra crescente preocupação com o uso do tema pela oposição durante a campanha eleitoral.
Fontes palacianas, que falaram sob reserva, afirmam que a estratégia é de contenção de danos. A avaliação é que, quanto mais rápido o empresário esclarecer os pontos sob suspeita, menor será o espaço para exploração por parte de adversários políticos.
DISTANCIAMENTO PÚBLICO
Apesar da interlocução privada, Lula tem mantido uma postura de distanciamento público em relação às investigações. Em declarações recentes, o petista afirmou que o filho “pagará o preço” caso qualquer irregularidade seja comprovada. O discurso repete o tom adotado no ano passado, quando o presidente declarou que nenhum familiar seria poupado em eventuais processos legais.
Lulinha é alvo de apurações que ganharam tração após a abertura dos dados pela CPMI. O governo agora monitora os próximos passos da comissão para medir o impacto na agenda do Executivo.





