
Os dados recentes da pesquisa RealTime Big Data trazem um diagnóstico nítido sobre os rumos da sucessão estadual no Amazonas. A liderança do senador Omar Aziz, sustentada especialmente pelo eleitorado feminino, não é um fenômeno isolado, mas o resultado de uma engrenagem política que une assistência social e alianças estratégicas locais.
O levantamento aponta que Omar detém 42% das intenções de voto entre as mulheres, um desempenho superior à sua média com o público masculino. Esse movimento ganha explicação quando olhamos para a base da pirâmide econômica. Entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, o senador atinge 43%. É justamente nesta faixa que os programas sociais do Governo Federal, sob a gestão de Lula, têm maior impacto.
As mulheres, que em grande parte são as chefes de família e gestoras dos benefícios como o Bolsa Família, enxergam nessa aliança entre o senador e o presidente uma espécie de garantia de continuidade. Para esse eleitorado, o voto é um exercício de pragmatismo voltado à segurança alimentar e estabilidade doméstica.
Além do fator econômico, a presença de lideranças femininas fortes na base de apoio de Omar, como a deputada Mayra Dias, funciona como um aval de confiança. Essas figuras políticas conseguem traduzir as demandas do interior e das periferias para o centro do debate eleitoral, humanizando a imagem do candidato e criando uma barreira contra o avanço de discursos mais técnicos ou puramente ideológicos.
Enquanto adversários como Maria do Carmo Seffair buscam consolidar o voto masculino através de uma pauta focada em gestão e livre mercado, Omar Aziz parece ter encontrado o caminho para dialogar com quem mais depende da presença do Estado. Em um estado com as complexidades sociais do Amazonas, o apoio feminino e a conexão com Brasília continuam sendo os ativos mais valiosos para quem deseja as chaves do governo.
wp-1773937216384




