MANAUS (AM) – O Capitão Alberto Neto (PL) caminha, neste momento, como o nome a ser batido na corrida ao Senado pelo Amazonas. Segundo a pesquisa RealTime Big Data (AM-00383/2026), ele lidera com 24% das intenções de voto consolidadas. No entanto, a história política ensina que liderança precoce costuma vir acompanhada de uma lupa ampliada sobre os bastidores — e, no caso de Alberto Neto, os “flancos” abertos começam a preocupar a ala mais ideológica da direita.
O Discurso Moralista vs. As Conexões Políticas
O Capitão, que baseia sua força no eleitorado conservador e fiel a Jair Bolsonaro, enfrenta agora o desafio de sustentar seu discurso moralista diante de associações que geram ruído. Fontes de bastidores apontam que a escolha de seu possível suplente pode se tornar um “calcanhar de Aquiles”.
O nome ventilado teria ligações com escândalos que já foram alvo de denúncias e embates acalorados no Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM). Em uma eleição onde a ética é a principal bandeira da direita, qualquer sombra de má gestão ou apadrinhamento suspeito pode servir de munição para os adversários.
O Episódio da “Fazenda de Camarão”
Outro tema que promete ser explorado na campanha é o caso da fazenda de camarão, um episódio que vira e mexe retorna ao debate público para questionar a origem de recursos ou a lisura de empreendimentos ligados ao círculo do deputado. Para um candidato que prega a transparência total, dar explicações convincentes sobre esses temas será vital para não perder terreno no interior, onde a fofoca política corre rápido.
A Proximidade com Wilson Lima e a “Herança” de Bolsonaro
A relação de Alberto Neto com o grupo político do governador Wilson Lima também é vista com cautela.
- A Contradição: Enquanto Wilson Lima tem sua gestão sob constante escrutínio e críticas da oposição, Alberto Neto tenta se manter como o “novo” e o “ético”. Essa proximidade pode confundir o eleitor conservador mais radical, que exige distância de práticas da política tradicional.
- O Fator Flávio Bolsonaro: Vale lembrar que o senador Flávio Bolsonaro, herdeiro direto do capital político do pai, é quem baliza as diretrizes do PL. Se o eleitorado sentir que Alberto Neto se afastou dos valores do “bolsonarismo raiz” para se abraçar ao governismo estadual, o voto de opinião pode migrar para candidaturas que se apresentem como mais independentes.
Alberto Neto lidera com folga, mas é uma liderança que será testada pelo fogo cruzado das denúncias. Se ele conseguir blindar seu suplente e esclarecer os episódios de bastidores, segue favorito. Caso contrário, os 24% atuais podem ser apenas o teto de uma candidatura que corre o risco de desidratar sob o peso das próprias alianças.
Dados Técnicos: Registro AM-00383/2026. Amostra de 1.500 entrevistas. Margem de erro de 3%.
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