O embate levanta um questionamento central sobre a coerência do vereador de Manaus, que mantém silêncio sobre o histórico do presidente nacional de seu próprio partido.
Da Redação Chumbo Grosso.
O cenário político de Manaus foi sacudido por um vídeo contundente do jornalista Marcelo Generoso, que não poupou críticas e lançou um desafio direto ao vereador Sargento Salazar (PL). Conhecido por sua postura combativa e pelo discurso de tolerância zero contra a criminalidade e a corrupção, Salazar agora se vê diante de uma saia justa ética: a sua relação com a cúpula do Partido Liberal.
No vídeo, Generoso questiona a “indignação seletiva” do parlamentar. O jornalista aponta que, enquanto Salazar utiliza suas redes sociais para atacar adversários ideológicos e posar como paladino da moralidade, mantém um silêncio absoluto sobre Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
O “Ponto Cego” da Moralidade
Valdemar Costa Neto é uma figura carimbada na política brasileira, com um histórico que inclui condenação e prisão no esquema do Mensalão. Para Generoso, a omissão de Salazar é uma contradição insustentável para quem fez da segurança pública e da ética suas principais bandeiras de campanha.
“É muito fácil apontar o dedo para o ‘ex-presidiário’ do vizinho, mas e o ‘ex-condenado’ que assina o seu fundo partidário?”, provoca o jornalista no vídeo, sugerindo que a bravura do vereador encontra limite na conveniência da sigla.
Entre o Influenciador e o Parlamentar
A crítica de Marcelo Generoso vai além da questão partidária e atinge a eficácia do mandato de Salazar na Câmara Municipal de Manaus (CMM). O jornalista argumenta que o vereador tem priorizado o “espetáculo” digital e a busca por visualizações em detrimento de uma atuação legislativa técnica e coerente.
Para a opinião pública, o desafio está lançado. O eleitor de Manaus, que elegeu Salazar esperando um combate implacável a todo tipo de irregularidade, agora observa se a “mão de ferro” do sargento também se aplica aos aliados de Brasília ou se o rigor moral só vale para quem está do outro lado da trincheira política.
Texto: Ronaldo Aleixo.





