O que era para ser um sábado tranquilo transformou-se em uma cena de horror no Jardim França, área nobre da Zona Norte de São Paulo. O empresário Edilson Correa Leite de Moraes, de 59 anos, foi brutalmente assassinado dentro de sua própria casa por um trio de criminosos que agiu com requintes de crueldade e indícios de monitoramento prévio.
O “Tribunal” da Tortura
Os bandidos invadiram a residência usando máscaras cirúrgicas e já entraram sabendo o que queriam. O casal foi rendido e levado para o andar superior, onde foram amarrados com cadarços de tênis. Sob forte violência psicológica e física, os criminosos exigiam joias e relógios da marca Rolex.
Mesmo com as vítimas afirmando que não possuíam tais objetos, os assaltantes insistiam, alegando que monitoravam a rotina da família há três meses. A audácia era tanta que um dos criminosos mantinha contato telefônico constante com um quarto indivíduo, que passava as coordenadas de onde procurar o suposto tesouro.
Covardia e Sangue Frio
A situação escalou para a barbárie quando Edilson foi separado da esposa e levado para o andar de baixo. Lá, o empresário passou a ser espancado violentamente até desmaiar.
Enquanto os comparsas discutiam o que fazer com a vítima desacordada, o terceiro integrante do bando, em um ato de puro sangue frio, efetuou um disparo à queima-roupa na cabeça de Edilson. O empresário morreu na hora, sem qualquer chance de defesa.
Fuga e Investigação
Após o tiro, o trio saltou o muro e fugiu em um Honda Fit prata, que foi abandonado posteriormente no Jaçanã. A esposa, em choque, conseguiu pedir ajuda aos vizinhos, que acionaram a Polícia Militar.
CERCO FECHADO: O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu o caso. A linha de investigação principal foca na “parada dada”: a polícia quer saber quem é o mentor intelectual que orientou o crime pelo telefone e de onde veio a informação falsa sobre o estoque de luxo na residência.





