O clima esquentou na tribuna e o alvo foi certeiro. O vereador Rodrigo Sá não poupou palavras ao rebater a mais recente Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo deputado federal Amom Mandel. Com um discurso inflamado e sem filtros, Sá abriu sua fala com um aviso claro: “Se ele quer palco, ele vai ter palco”.
A revolta do parlamentar municipal gira em torno da proposta de Mandel que visa extinguir os salários de vereadores em cidades com menos de 30 mil habitantes, substituindo-os por conselhos comunitários voluntários. Para Rodrigo Sá, a medida não passa de uma estratégia populista e desconectada da realidade das cidades do interior.
“Ninguém trabalha sem salário”
Em um tom de indignação, Sá classificou a proposta como “demagogia” e “mentira”. O vereador questionou a viabilidade de se exigir trabalho legislativo sem remuneração, desafiando o deputado a dar o exemplo:
“Quem é que trabalha sem salário? Vamos parar de demagogia, vamos parar de mentira. Ele pode começar abrindo mão do dele.”
Defesa do Interior e Crítica às “Origens”
Sá argumentou que o vereador é o primeiro socorro da população mais carente, especialmente em municípios pequenos onde o acesso ao poder público é limitado. Segundo ele, a visão de Amom é elitista, sugerindo que o deputado — por vir de uma “família rica e importante” — não compreende o papel social e a dedicação necessária para quem atua na ponta, junto ao povo.
Mandato “Apagado”
O vereador também aproveitou para alfinetar o desempenho de Amom Mandel em Brasília. Segundo Sá, após deixar a Câmara Municipal de Manaus e subir ao Congresso Nacional, o deputado teria se “apagado”, mantendo-se relevante apenas através de ataques e propostas que ele considera mirabolantes.
O recado de Rodrigo Sá foi dado: o embate está apenas começando, e a classe política municipal não pretende aceitar o que chamam de “ataque à democracia representativa” sem uma resposta à altura.
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Correção: nosso edição entendeu pau, mas é palco. Pedimos desculpas ao deputado. Mas já fizemos a correção.





