A CONTA CHEGOU. O senador Eduardo Braga resolveu jogar o jogo pesado de Brasília e, ao que tudo indica, vai pagar a fatura em solo baré com juros e correção. A articulação cirúrgica para mexer nas cadeiras da CPI do Crime Organizado foi um “serviço completo”: implodiu o relatório do senador Alessandro Vieira e livrou o “Olimpo” do Judiciário de um indiciamento. O foco da revolta? A blindagem escancarada a ministros como Gilmar Mendes, Toffoli e, principalmente, Alexandre de Moraes, o “Xandão”.
ERRO DE CÁLCULO. Nos bastidores, o clima é de enterro. A leitura de interlocutores próximos é que Braga “apanhou” muito mais do que o esperado. A estratégia de agir como bombeiro para o STF e a PGR gerou uma reação imediata e feroz da Direita, provando que a comunicação do senador está em Marte enquanto o eleitor está na Terra. Ouviram as pessoas erradas, subestimaram o termômetro digital e agora tentam, desesperadamente, estancar a sangria de imagem.
COBRANÇA NO ASFALTO. O problema de Braga não é apenas o “cancelamento” virtual, mas o reflexo disso nas urnas de 2026. Em Manaus, onde o sentimento anti-STF é latente e o eleitor não aceita blindagem de poderosos, a cobrança será implacável. O senador, que precisa de uma votação robusta na capital para garantir sua sobrevivência política, agora carrega a digital de quem travou a investigação sobre o crime organizado para proteger seus “amiguinhos” de toga.
O RECADO DAS RUAS. Política é feita de escolhas. Braga escolheu o prestígio dos tribunais superiores em detrimento da vontade popular do Amazonas. Essa “gentileza” com o STF será o pesadelo de sua campanha: ele será cobrado no horário político, massacrado nos debates e terá que explicar por que decidiu ser o escudo do sistema. O chumbo trocado, desta vez, promete vir muito mais grosso do que ele imaginava.
Foto: Bianca Marinho/G1.
As informações sobre a manobra no Senado são fatos amplamente reportados pela imprensa nacional (G1, UOL, Exame, CNN Brasil e Agência Senado) com data de 14 de abril de 2026.
UOL Política e Exame (14/04/2026): Detalham que a substituição dos membros foi feita pelo líder do MDB, Eduardo Braga, que detinha a prerrogativa de indicação das vagas do bloco (MDB, PSDB, Podemos e União Brasil).





