Porta-aviões nuclear chega ao Rio para missão de defesa dos EUA com dez países; entenda

Maior exercício naval dos EUA no continente desde 2007, a Southern Seas 2026 prevê manobras conjuntas com Argentina, Chile, Colômbia e Peru; detalhes da escala no Rio de Janeiro ainda serão confirmados

A Marinha dos Estados Unidos anunciou a chegada ao Rio de Janeiro da Operação Southern Seas 2026, que terá como principal ativo o porta-aviões de propulsão nuclear USS Nimitz (CVN 68), da classe Nimitz.

A embarcação, mais antiga do mundo dentre os porta-aviões ainda em atividade, navegará pela costa sul-americana ao lado do destróier de mísseis guiados USS Gridley (DDG 101), realizando exercícios conjuntos com forças navais de dez países parceiros da região.

O Brasil figura entre os destinos previstos para escalas portuárias, ao lado de Chile, Panamá e Jamaica, mas os detalhes da visita à Cidade Maravilhosa ainda estão sendo confirmados.

A operação marca a 11ª edição do exercício desde sua criação, em 2007, consolidando-se como o principal mecanismo de cooperação naval dos EUA no hemisfério ocidental. Além de manobras em alto mar, a Southern Seas 2026 prevê intercâmbios técnicos entre especialistas militares e a presença de autoridades convidadas de países parceiros a bordo do porta-aviões, onde poderão acompanhar de perto as operações da embarcação.

Em comunicado enviado para O GLOBO, o contra-almirante Carlos Sardiello, comandante das Forças Navais do Comando Sul dos EUA e da 4ª Frota, afirmou que a missão é “um exemplo claro de dedicação dos EUA ao fortalecimento de parcerias marítimas, à construção de confiança e ao trabalho conjunto para enfrentar ameaças comuns”.

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