Em uma votação que entrou para a história política do país, o Plenário do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O atual advogado-geral da União não conseguiu o apoio necessário para herdar a cadeira de Luis Roberto Barroso, consolidando um revés que o Palácio do Planalto não sofria há mais de um século.
O Placar da Rejeição
A votação, realizada de forma secreta, terminou com 42 votos contra a indicação e 34 a favor. Para ser aprovado, Messias precisava da maioria absoluta da Casa, ou seja, pelo menos 41 votos dos 81 senadores. O resultado foi um balde de água fria na articulação política do governo, que já havia emplacado Cristiano Zanin e Flávio Dino na Corte neste mandato.
Tabu Quebrado após 132 Anos
O fato é raríssimo: esta é a primeira vez desde 1894 que os senadores dizem “não” a um nome escolhido pelo Presidente da República para o Supremo. O episódio sinaliza uma crise de articulação e um recado claro do Legislativo sobre a influência do governo nas indicações jurídicas.
E Agora?
Com a vaga ainda aberta, o presidente Lula terá que recomeçar o processo do zero e enviar um novo nome para a apreciação do Senado. Nos bastidores, a expectativa é de que o governo busque um perfil com maior trânsito entre os parlamentares para evitar um novo vexame histórico. Rodrigo Pacheco pode ganhar essa vaga.
Fique ligado no Chumbo Grosso para os desdobramentos desta crise em Brasília!
Texto: Ronaldo Aleixo.





