PROMESSA NO PAPEL, ABANDONO NO CHÃO! O que deveria ser um porto seguro para as mulheres amazonenses virou símbolo de descaso e má gestão. Em abril de 2023, o anúncio foi feito com pompa, fotos sorridentes e apertos de mão entre a ministra Cida Gonçalves e o então governador Wilson Lima. Três anos depois, em 2026, a realidade é um soco no estômago: a obra está paralisada com pouco mais de 40% de execução.
O Jogo de Empurra com o Dinheiro Público
Na época, o discurso era bonito: R$ 17,5 milhões garantidos (R$ 10 milhões do Governo Federal e R$ 7,5 milhões do Estado). O dinheiro estava na mesa, o terreno em Petrópolis foi visitado, mas o que se vê hoje é o esqueleto de uma construção que parou no tempo.
Wilson Lima deixou o governo e a conta ficou para trás. Enquanto o “Mulher Viver sem Violência” é alardeado em Brasília como um sucesso, no Amazonas a estrutura que deveria integrar delegacia, juizado, defensoria e acolhimento psicossocial é apenas um canteiro de obras fantasma.
A Batata Quente nas Mãos de Roberto Cidade
Agora, o foco da indignação popular se volta para o novo governador, Roberto Cidade. A cobrança é imediata e sem rodeios: a população exige que o governo estadual deixe de lado as desculpas e reveja imediatamente o contrato junto ao Ministério da Mulher.
Cada dia de atraso nessa obra é um dia a mais que mulheres vítimas de violência ficam desamparadas, sendo obrigadas a peregrinar por diversos órgãos para conseguir proteção — exatamente o que a Casa da Mulher Brasileira prometia acabar.
Onde estão os serviços?
Enquanto a obra não sai, as mulheres dependem do SAPEM e do aplicativo “Alerta Mulher”, mas a rede completa e integrada prometida pela Casa da Mulher segue sendo um sonho distante.
O povo amazonense não quer mais saber de “visita técnica” ou “assinatura de termo”. O Amazonas exige que a nova gestão tire o projeto da inércia e entregue o que é de direito. Segurança não pode esperar e o chumbo grosso vai continuar enquanto a primeira pedra não for colocada para terminar esse descaso!
Texto: Ronaldo Aleixo.





