SÃO PAULO – A farra do vandalismo na maior universidade do país teve um ponto final na madrugada deste domingo (10). Por volta das 4h15, a Polícia Militar deu cumprimento à ordem de desocupação da Reitoria da USP, no campus do Butantã, retirando o grupo de manifestantes que mantinha o prédio sob controle e impedia o funcionamento administrativo da instituição.
O FIM DO QUEBRA-QUEBRA
Após dias de invasão marcados por danos ao patrimônio público — incluindo grades derrubadas, portas de vidro estilhaçadas e pichações —, a tropa de choque foi acionada para garantir a retomada do espaço. Durante a operação surpresa, os agentes utilizaram escudos e equipamentos de dispersão para romper as barreiras montadas pelos invasores.
CONFRONTO E PRISÕES
O clima esquentou durante a retirada. Estudantes relataram o uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), o confronto deixou feridos entre os manifestantes que resistiram à saída.
Até o momento, a contagem oficial aponta que quatro indivíduos foram detidos em flagrante. Eles foram encaminhados ao 7º Distrito Policial (Lapa), onde deverão responder pelos atos praticados durante a ocupação.
PATRIMÔNIO SOB ATAQUE
Diferente de uma manifestação democrática de ideias, o que se viu na Reitoria da USP nos últimos dias foi um atentado contra o patrimônio pago pelo contribuinte paulista. A Reitoria e o Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP) já haviam classificado as ações do grupo como “inaceitáveis” e “incompatíveis” com o ambiente acadêmico.
A universidade agora fará um levantamento detalhado dos prejuízos para que os responsáveis pelo quebra-quebra sejam devidamente punidos, tanto na esfera administrativa quanto na criminal.
O Chumbo Grosso segue acompanhando o desdobramento das prisões e a situação do campus.
Redação Portal Chumbo Grosso





