Militares do Corpo de Bombeiros simulam resgate de vítimas durante treinamento na ponte Phelippe Daou

Militares do Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBMAM) realizaram neste sábado (16/05), um treinamento simulando o resgate de vítimas na ponte Phelippe Daou, que tem cerca de 70 metros de altura. A atividade faz parte das avaliações da terceira turma do Curso de Especialização de Salvamento em Altura (Cesalt).

O treinamento simula três cenários: retirada de uma vítima inconsciente, que sofreu acidente automobilístico e caiu no pé da pilastra do vão central da ponte, descida e subida de rapel utilizando técnicas de ascensão por cordas e resgate de vítima utilizando triângulo de salvamento.

“Nós já capacitamos mais de 800 militares. Hoje o Corpo Bombeiros Militar do Amazonas está se especializando cada vez mais para agir de forma rápida no salvamento, no combate a incêndio e em todas as áreas de atuação do CBMAM”, disse o comandante dos bombeiros da capital, coronel Reinaldo Menezes.

O curso tem por finalidade especializar bombeiros militares, para atuarem em ocorrências de médio e grande complexidade, em locais de difícil acesso, onde o Bombeiro só consiga acessar e resgatar a vítima, utilizando cordas, escaladas, rapel e com o emprego de técnicas verticais.

“Todo o material que o Corpo de Bombeiros aplica nas missões são materiais com certificação e desenvolvidos com tecnologia apropriada para o resgate”, informou o tenente Daniel Araújo, coordenador do curso.

Com 432 horas de duração, a capacitação é realizada com base nas diretrizes da Norma Regulamentadora N.35, a NR-35. O curso possui aulas teóricas e práticas, além das provas semanais. A capacitação, promovida pela Diretoria de Formação Ensino e Pesquisa (DFEP), é realizada em cidades da região metropolitana de Manaus. Vinte militares participam da capacitação que segue até junho de 2026.

“A atividade do bombeiro militar é muito atípica e poder atuar nesse curso de salvamento em altura é extremamente importante para a sociedade amazonense”, pontuou o soldado Andrey Silva, aluno do curso.

Para participarem da capacitação, os militares passaram por um processo seletivo interno que contemplava inscrição, exame médico, teste físico e teste de habilidade específica, onde o militar precisa demonstrar que possui capacidades para iniciar a qualificação.

Fotos: Mauro Neto/Secom

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