GOVERNO DO AM ESTABELECE RIFLE NAS CONTAS: Roberto Cidade assina decreto de contenção de gastos até o fim de 2026

Com queda na arrecadação tributária no início do ano, decreto impõe corte em contratos de eventos, consultorias, diárias e proíbe reajustes ou novos cargos para funcionalismo.

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, acionou o freio de mão na máquina pública. Foi publicado no Diário Oficial do Estado (conforme consta no documento oficial diario_am_2026-05-25_completo-11-13.pdf) o Decreto nº 54.218, que estabelece duras medidas de contenção de despesas, racionalização e reprogramação dos gastos no âmbito do Poder Executivo estadual.

A canetada fiscal, motivada por uma queda no desempenho da receita tributária no primeiro quadrimestre de 2026, visa blindar a sustentabilidade financeira do Estado e vai valer até o dia 31 de dezembro de 2026.

Abaixo, o Chumbo Grosso detalha onde o cinto vai apertar:

Corte em Festas, Eventos e Contratos de Gestão

O decreto coloca rédea curta e limita à estrita disponibilidade financeira dos órgãos os gastos com:

  • Festas e Eventos: Ficam limitados os contratos de patrocínio ou cooperação para festivais, feiras, encontros, gincanas, torneios e shows, além de despesas com buffet, coffee break, locação de palcos, iluminação e sonorização.
  • Estrutura e Logística: Contratos de locação de veículos leves e pesados, aeronaves, embarcações, combustíveis, passagens aéreas e serviços de tecnologia da informação e telecomunicações passam por pente-fino.
  • Terceirizados: O número de trabalhadores nas áreas de vigilância, limpeza e conservação também sofre limitação.

Proibições Rigorosas: Consultorias e Diárias na Mira

Para evitar o desperdício do dinheiro público, o governador vedou de forma imediata:

  • A contratação de consultorias de qualquer natureza.
  • Aditivos contratuais que aumentem o valor original de serviços já contratados.
  • O pagamento de diárias e a participação de servidores em cursos e congressos fora do Estado (salvo raras exceções institucionais ou capacitações obrigatórias).
  • Novos contratos de locação de imóveis (exceto se for para substituir um atual e reduzir o preço do aluguel).
  • O pagamento de despesas de anos anteriores (atrasados antes de 2026).

Funcionalismo Público: Zero Aumento de Despesa

O bolso do funcionalismo também sentirá o impacto da austeridade. O decreto suspende:

  • A criação de novos cargos, empregos ou funções públicas.
  • A concessão de novas gratificações, adicionais ou qualquer alteração de benefício que resulte em aumento de gastos com pessoal.

O que ficou de fora do corte?

Para não paralisar serviços essenciais e investimentos estratégicos, o decreto não atinge as despesas custeadas por verbas do SUS, operações de crédito, convênios oficiais e emendas parlamentares (estaduais e federais).

Fiscalização Máxima

Todas as secretarias e órgãos da administração direta e indireta têm o prazo de 30 dias corridos para aplicar o arrocho nas contas. Quem ditará as regras e avaliará os casos excepcionais de urgência será o Comitê de Monitoramento da Gestão Fiscal. A Controladoria Geral do Estado (CGE) fará o monitoramento quadrimestral, fiscalizando de perto quem está cumprindo e quem está falhando com o decreto.

 

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