As conversas por aplicativo de mensagens entre o cabo da Polícia Militar Luciano da Costa Ramos Júnior e um dos chefes do Comando Vermelho, Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, revelam a intimidade entre os dois. Ambos se tratam por “irmão”. De acordo com informações extraídas de seus celulares pela Polícia Federal, o PM supostamente repassava decisões judiciais sigilosas e, em alguns casos, dizia estar no Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio (MPRJ), no Centro. Uma perícia nas imagens das câmeras de vigilância dos quatro prédios do complexo-sede — inclusive das salas do Gaeco — não encontrou, porém, registros da presença do policial nas datas e horários alegados, o que levou à constatação de que o PM enganava a própria facção.
Analistas do Gaeco e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ concluíram que prints de supostas denúncias atribuídas ao grupo apresentavam “falsificações grosseiras, seja pela forma, seja pelo conteúdo”. Em consulta à base de dados do Gaeco referente ao ano de 2025, o CSI não encontrou denúncias contra os criminosos indicados por Luciano. As peças foram classificadas como falsas. O caso foi revelado pelo GLOBO na série “Os donos do crime”, publicada a partir de 25 de maio.
Fonte: GLOBO





