A revogação do decreto que previa o remanejamento de R$ 100 milhões do orçamento da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) trouxe um alívio jurídico para a instituição, mas esteve longe de resolver o sufocamento financeiro real. Ao manter os valores contingenciados sob a justificativa de queda na arrecadação estadual, o Governo do Amazonas acalmou os ânimos da oposição no Senado, mas deixou a comunidade acadêmica em um preocupante compasso de espera.
No xadrez da administração pública, há uma diferença crucial entre o direito ao orçamento e o acesso ao dinheiro em caixa. Com a queda do decreto, os R$ 100 milhões voltam a ser carimbados como patrimônio exclusivo da UEA, blindando o montante contra desvios de finalidade ou socorros financeiros a outras autarquias. Na prática, porém, o recurso continua trancado.
A promessa de uma liberação gradual até dezembro condicionada à reação das receitas do Estado coloca a maior universidade multicanais do país sob extrema vulnerabilidade.
Wilson Lima destruiu o orçamento do Estado e deixou o caos para Cidade tentar arrumar.
Governador Roberto Cidade torna sem efeito decreto que remanejava R$ 100 milhões da UEA





