O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), apresentou resultados expressivos de produtividade entre os meses de janeiro e maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025. Entre as ações de maior destaque está a apreensão de drogas, que passou de 17,712 toneladas para 25,751 toneladas, representando um aumento de 45%.
De acordo com o governador Roberto Cidade, os resultados alcançados mostram que o Estado está no caminho certo ao fortalecer as forças policiais com mais efetivo, tecnologia, inteligência e presença em todas as regiões do Amazonas.
“O aumento nas apreensões de drogas mostra que estamos enfrentando o crime organizado com planejamento, integração e ações permanentes. A Operação Segurança Presente ampliou a capacidade de investigação e resposta das nossas Forças de Segurança, que realizam um trabalho conjunto forte, coeso e que tem gerado resultados concretos na proteção da população e no enfraquecimento das organizações criminosas”, afirmou o governador Roberto Cidade.
O secretário da SSP-AM, Anézio Paiva, destacou que entre os aparatos instalados pelo Governo do Amazonas estão as bases fluviais, que passaram a utilizar, também, recursos tecnológicos como o Veículo Aéreo Não Tripulado, o Vant.
“O Governo do Amazonas tem sempre investido em novas ferramentas que possibilitam aumentar a presença das nossas polícias não só em terra, mas, principalmente, nos nossos rios como as novas lanchas blindadas, as Bases Arpão e, agora, o mais recente Vant, que está operando com sobrevoo nos rios, com isso iremos aumentar ainda mais a nossa produtividade e fortalecer a segurança da nossa população”, frisou o secretário da SSP-AM.
O diretor do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), delegado Rodrigo Torres, destacou a importância desse resultado para a segurança pública do Amazonas.
“O crescimento de 45% nas apreensões evidencia a eficiência das ações de inteligência e investigação, além da atuação integrada das forças de segurança. Para o Amazonas, esse resultado tem grande relevância porque fortalece a segurança pública e enfraquece financeiramente os grupos criminosos que utilizam o estado como rota para o tráfico”, destacou o delegado.
A Operação Segurança Presente fortaleceu, ainda, o trabalho investigativo da Polícia Civil, tornando a atuação ainda mais incisiva no interior do estado. As Forças de Segurança contam, também, com o apoio da Polícia Científica, do Corpo de Bombeiros e de todo o aparato tecnológico dos programas coordenados pela SSP-AM.
Integração das ações
O resultado é reflexo de diversas iniciativas integradas e ampliadas pela Operação Segurança Presente, uma ação do Governo do Amazonas em parceria com o programa Brasil Contra o Crime Organizado, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A ação fortaleceu as atividades de segurança na capital e nos demais 61 municípios do estado.
A operação conta com a presença de 420 servidores das Forças de Segurança Pública no interior e mais 400 na capital. As ações são realizadas de forma integrada não só nas sedes dos municípios como, também, em comunidades ribeirinhas.
Ações fluviais
Cerca de 52% dos entorpecentes apreendidos, em 2026, são resultado de operações fluviais com apoio das Bases Fluviais, totalizando 13,487 toneladas e causando um dano superior a R$ 309 milhões ao crime organizado.
Assim, coordenadas pela SSP-AM, as Bases Fluviais Arpão 1 e 2 – Tiradentes e Paulo Pinto Nery –, se constituíram como fortes colaboradoras para as apreensões no estado, atuando com ações ostensivas e preventivas nas cidades onde operam, que são Coari, Barcelos, Itacoatiara e Parintins, estendendo-se pelos demais municípios do Amazonas.
O coordenador do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteiras e Divisas (GGI-F/SSP-AM), major Diego Magalhães, ressaltou o papel estratégico das embarcações para a segurança pública do Amazonas, uma vez que ampliam a presença do Estado em regiões de difícil acesso, fortalecem a atuação integrada das forças de segurança e aumentam a capacidade de fiscalização nos rios.
“O impacto delas é percebido no combate ao tráfico de drogas, armas e outros ilícitos, refletindo diretamente nas apreensões e na repressão às organizações criminosas que utilizam as calhas fluviais como rotas. Além disso, contribuem para a redução do tempo de resposta, o apoio às operações no interior e o aumento da sensação de segurança da população ribeirinha”, afirmou o coordenador do GGI-F/SSP-AM.
Caso de destaque
Uma das maiores apreensões do ano foi efetuada em fevereiro de 2026, quando foram apreendidas 4,3 toneladas de entorpecentes, além de dez armas de fogo de grosso calibre, três mil munições, carregadores, lanchas e motores, durante uma operação realizada no rio Solimões, nas proximidades de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus).
A operação foi realizada pela Polícia Militar, por meio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) – Batalhão Guarani, em ação conjunta com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/PF-AM), Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Grupo Especial de Fronteira do Mato Grosso (Gefron/MT) e Polícia Nacional do Peru.
O aumento da produtividade é resultado de uma estratégia baseada na integração entre inteligência, monitoramento contínuo e atuação operacional imediata. Segundo o comandante do Bope, major Ricardo Lemos, nos últimos anos essa metodologia foi determinante para alcançar números históricos de apreensão de entorpecentes, consolidando a unidade como uma das principais forças de enfrentamento ao narcotráfico na Amazônia.
“O diferencial da COE, agora Bope, sempre foi a capacidade de unir essas duas frentes, com o operador atuando em todas as etapas da operação, da produção da informação até a execução. Outro fator fundamental para esses resultados é a integração com outros órgãos e agências, já que o enfrentamento ao narcotráfico na Amazônia exige cooperação permanente entre forças de segurança, inteligência e instituições parceiras”, explanou o comandante do Bope.
Projeções
Até pouco tempo, o Bope levava o nome de Companhia de Operações Especiais (COE). No dia 2 de junho, foi aprovado o projeto que transforma a unidade em Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), possibilitando maior integração com unidades similares de outros estados.
A mudança permite o fortalecimento da estrutura administrativa, logística e operacional da unidade, com a expectativa de ampliar ainda mais os resultados obtidos.
“Com a aprovação da criação do batalhão, o objetivo agora é ampliar ainda mais essa capacidade, fortalecendo o efetivo especializado, expandindo o núcleo de inteligência, investindo em tecnologia de monitoramento, reconhecimento e vigilância remota, além de intensificar a integração com órgãos nacionais e internacionais. A meta é aumentar a capacidade de antecipação, neutralizar rotas criminosas, enfraquecer financeiramente as organizações criminosas e reforçar a presença do Estado nas áreas mais sensíveis da Amazônia”, detalhou o major Ricardo Lemos.





