A Justiça do Amazonas aplicou uma pena exemplar em um dos casos mais chocantes de abuso e quebra de confiança no cenário esportivo local.
O professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro foi condenado a 178 anos e 5 meses de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra seus próprios alunos.
A sentença unifica as penas decorrentes de múltiplos crimes cometidos ao longo de mais de uma década.
Anos de abusos e prisão em SC
As investigações apontam que o réu se aproveitava da posição de mestre e da proximidade com os atletas para cometer os abusos, que teriam ocorrido ao longo de aproximadamente 15 anos. Além do estupro de vulnerável, os relatos colhidos pela polícia incluíam incentivo ao uso de entorpecentes e favorecimento da prostituição. Estima-se que o caso envolva entre 12 e 20 vítimas.
Soeiro estava preso desde novembro de 2024, quando foi localizado pela polícia em Balneário Camboriú (SC) após a expedição do mandado de prisão pela Justiça amazonense. Posteriormente, ele foi transferido para uma unidade prisional em Manaus, onde cumpre a pena.
Banimento do esporte
Diante da gravidade das denúncias e do impacto na comunidade esportiva, a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) já haviam emitido notas oficiais de repúdio, determinando o banimento definitivo de Alcenor Alves Soeiro de qualquer quadro desportivo ou competição oficial.
O Portal Chumbo Grosso segue acompanhando os desdobramentos e a execução da pena.





