O CPF cancelado da vez é o de Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos. O elemento era o terceiro envolvido na morte covarde do soldado da PM Marcelo Pimenta da Silva, assassinado no fim de junho em Corumbá. Waldiney achava que era o “dono do pedaço”: ostentava armas de grosso calibre nas redes sociais, exibia boladas de dinheiro e enchia a boca para jurar homens de farda de morte.
“Um elemento bastante agressivo, que foge do nosso criminoso rotineiro”, afirmou o comandante Rocha, justificando por que a tropa de elite precisou entrar em ação para caçar o indivíduo.
🛑 O FIM DA LINHA NA FRONTEIRA
A folga do criminoso acabou na noite de sexta-feira (10). Escondido em uma propriedade rural na região da fronteira, ele achou que passaria batido. Não passou. O BOPE cercou a área e, fiel ao seu estilo abusado, o sujeito preferiu o confronto em vez de se render. Resultado: levou a pior e tombou baleado.
🎖️ JUSTIÇA, NÃO VINGANÇA
Questionado sobre a reação da corporação após perder um “irmão de farda”, o comandante do BOPE deu uma declaração cirúrgica sobre a dor e o dever da polícia:
O luto tem hora: “Essa parte da comoção entra no sentimento do policial, mas só no momento da despedida. A partir dali, ele tira toda essa dor do peito, coloca o colete e vai.”
A lei do retorno: O coronel deixou claro que a ordem era prender, mas quem escolhe o desfecho é o bandido. “Se ele se render, vai ser preso. Se confrontar, fatalmente será atingido e vai ter um desfecho pior”.
Para Waldiney, o desfecho foi o pior possível. A farda do soldado Marcelo foi honrada e a sociedade da fronteira agora tem um elemento violento a menos nas ruas.





