Homem corre uma quadra sangrando antes de morrer em frente a hotel

Imagens de segurança mostram os últimos momentos de "Maranhão", esfaqueado no peito em Campo Grande.

Imagem: Yamilla Camelo

Uma cena de terror chocou quem passava pela região da antiga rodoviária de Campo Grande na noite de sexta-feira (10). José dos Santos Cunha, de 46 anos, conhecido como “Maranhão”, foi assassinado com uma facada certeira no tórax e correu desesperadamente por uma quadra inteira tentando salvar a própria vida.

Câmeras de segurança registraram o rastro de sangue e o sofrimento da vítima, que cruzou a calçada segurando o peito e pedindo socorro até desabar sem vida em frente ao Hotel Iguassu, na Rua Dom Aquino.

🎥 O TRAJETO DO DESESPERO

A polícia Civil já utiliza as imagens para reconstruir os últimos passos da vítima. Pelas marcas deixadas no chão, os investigadores constataram:

  • O Ataque: “Maranhão” foi golpeado a cerca de uma quadra de onde caiu.

  • A Fuga pela Vida: Mesmo gravemente ferido por um instrumento perfurocortante (possivelmente uma faca), ele reuniu forças para correr e clamar por ajuda.

  • O Fim: Ele caiu de costas na calçada. Quando os bombeiros chegaram, só puderam constatar o óbito. A arma do crime não foi localizada.

🗣️ DEFENSOR DE MULHERES NA REGIÃO

José vivia em situação de rua e era uma figura conhecida e querida na região. Durante os trabalhos da perícia, uma moradora de rua parou a reportagem abalada ao saber da morte e revelou o lado solidário da vítima:

“No meu antigo relacionamento, diversas vezes ele me defendeu [de agressões]. Eu não tinha nada contra ele”, lamentou.

🔍 INVESTIGAÇÃO EM ANDAMENTO

A Polícia Militar fazia rondas preventivas na área quando foi alertada por testemunhas sobre o corpo na calçada. Até o momento, a dinâmica exata do ataque, a motivação e a autoria do crime continuam um mistério.

A resolução do caso agora depende da análise das imagens das câmeras dos comércios locais e de um equipamento público de alta resolução com giro de 360 graus da Guarda Civil Metropolitana, que monitora o quadrante. Buscas foram feitas na região, mas nenhum suspeito foi preso até o momento.

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