O Ministério Público Eleitoral (MPE) soltou uma verdadeira bomba que promete chacoalhar as estruturas políticas de Maués/AM. Em um parecer contundente e sem meias palavras, o órgão manifestou-se favoravelmente à condenação e à inelegibilidade do ex-prefeito Carlos Roberto de Oliveira Júnior (o “Júnior Leite”), do candidato a prefeito Sérgio Mazzini Leite Filho, e do vice na chapa, Sinivon Macedo da Rocha.
A acusação é grave: o MPE aponta a existência de uma verdadeira “engrenagem coordenada” para desequilibrar as eleições municipais de 2024 na marra, usando a máquina pública sem nenhum pudor.
O “Cardápio” das Irregularidades:
Balcão de Negócios Políticos: O MP denuncia a cooptação descarada de candidatos a vereador do Partido Novo. Dilza Maria e Sérgio Paulo renunciaram às suas candidaturas no apagar das luzes do prazo legal e, num passe de mágica, foram nomeados para cargos comissionados na Prefeitura.
Festa com o Alheio na Estiagem: A ajuda humanitária virou moeda de troca. Cerca de 834 cestas básicas destinadas a famílias afetadas pela seca foram flagradas e apreendidas pela Polícia Militar escondidas em embarcações privadas, apontando desvio de finalidade eleitoreira.
Dinheiro Vivo na Calçada: O bicho pegou com imagens que mostram o então Secretário de Produção Rural, Richardson Leda Matos, distribuindo maços de dinheiro em espécie para eleitores bem na frente da casa do prefeito.
Campanha nas Nuvens: A farra aérea também entrou na mira. A campanha abusou do uso de uma aeronave (matrícula PR-ECO), com gastos que simplesmente não batem com os valores declarados à Justiça.
Milícia Digital e Imprensa Amestrada: Portais de notícias locais (Maués na Mídia, Portal Sateré e Folha de Maués) foram apontados como braços armados de propaganda da chapa. O detalhe sórdido: os donos e operadores desses sites eram todos funcionários comissionados ou prestadores de serviço regiamente pagos pela Prefeitura.
O parecer do Ministério Público Eleitoral é um passo gigante, mas a palavra final agora está nas mãos do Juízo da 5ª Zona Eleitoral de Maués, que decidirá se pune o grupo político com a cassação e o exílio das urnas por longos anos. Olho neles!





