CHUMBO GROSSO: “Vagabundo, safado e pilantra” x “Leproso e mariquinha” volta a se enfrentar cara a cara na CMM

O clima na Câmara Municipal de Manaus (CMM) que já era tenso virou um verdadeiro barril de pólvora com o pavio curto. O retorno de Sassá da Construção Civil (PT) ao parlamento, por força de uma liminar da Justiça, transformou o plenário em um octógono de chumbo grosso. O petista voltou disposto a tudo e o reencontro com o campeão de votos das urnas, Sargento Salazar (PL), foi marcado pela alta voltagem e troca de farpas pesadas.

Para quem achava que a baixaria ia ficar restrita aos vídeos de internet pós-eleição, o bicho pegou de verdade. O cara a cara na tribuna ressuscitou a guerra declarada entre as duas principais antíteses da política manauara atual.

A Reviravolta de Tapetão que Trouxe Sassá de Volta

A volta de Sassá à CMM não foi pelo voto direto em 2024, mas por uma rasteira jurídica implacável. O juiz Aldrin Henrique de Castro Rodrigues, da 4ª Vara da Fazenda Pública, determinou o afastamento imediato do vereador Jaildo Oliveira (PV). A Justiça cobrou a vacância do cargo porque Jaildo foi condenado em definitivo a devolver mais de R$ 101 mil por irregularidades graves no uso da Cota Parlamentar (CEAP).

Como a Mesa Diretora da Câmara sentou em cima do processo por quase nove meses sem tomar providências, o Poder Judiciário interveio e mandou convocar o suplente da vez — abrindo as portas do plenário para o retorno triunfal e barulhento de Sassá.

Da Baixaria Virtual para o Confronto Olho no Olho

A briga que começou nas redes sociais, onde a blindagem da tela permitia tudo, agora ganhou o microfone oficial da Casa do Povo. De um lado, Sassá, que não engoliu a derrota nas urnas e muito menos os desaforos recebidos, voltou com sangue nos olhos. Do outro, Salazar, o “rei do lacre” da extrema-direita local, pronto para usar a máquina de engajamento do seu celular para triturar o rival.

O veneno das redes agora é ao vivo: Relembrando o episódio em que Sassá chamou o militar de “vagabundo”, “safado” e “pilantra”, os parlamentares e as galerias prenderam a respiração no primeiro encontro.

O troco na tribuna: Salazar, que na época rebateu chamando o petista de “leproso” e “mariquinha” e mandando ele “parar de chorar”, manteve a postura de deboche, inflamando seus seguidores e testando a paciência de Sassá, conhecido pelo pavio curtíssimo.

Plenário Vira Arena e Mesa Diretora Tenta Conter o Caos

O retorno de Sassá da Construção Civil jogou no lixo qualquer tentativa de calmaria ou debate técnico na CMM. Agora, o que se vê é o formato mais puro do chumbo grosso:

Desafio da Porrada no Ar: O famoso desafio de Sassá, que chamou Salazar para “ir na mão” sem arma, ainda ecoa nos corredores. A Mesa Diretora trabalha em alerta máximo, com os seguranças a postos, porque o risco de o debate político virar agressão física no plenário é real.

Guerra de Narrativas: Salazar usa a tribuna para fustigar a esquerda e tratar a volta de Sassá como um ganho de “tapetão”, enquanto o petista usa o microfone para tentar desmoralizar a postura de “valente” do policial militar, lembrando o escândalo que derrubou o antigo titular da vaga.

A verdade é uma só: a Câmara Municipal de Manaus virou um espetáculo de entretenimento pesado. Com o “leproso” e o “safado” dividindo o mesmo teto, o cidadão manauara vai assistir a sessões onde o decoro parlamentar passou longe e o que impera, de agora em diante, é o tiroteio verbal de chumbo grosso. Quem tiver coração fraco, que não assista.

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