BASTIDORES DO GAECO: O que está por trás do sigilo da “Operação Gordura Saturada” em Manaus?

Vamos revelar o nome da agência de publicidade e dos envolvidos?

MANAUS (AM) – A capital amazonense amanheceu sob o impacto da Operação Gordura Saturada, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em parceria com a Polícia Civil. A ação mirou um esquema pesado de lavagem de dinheiro que movimentou milhões de reais. No papel, o caso corre sob rígido segredo de Justiça, mas os bastidores políticos e o mercado da comunicação em Manaus já estão fervendo.

Com um mandado de prisão temporária e oito de busca e apreensão cumpridos, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 25 milhões. Durante as buscas, as equipes ainda apreenderam R$ 400 mil em dinheiro vivo e uma arma de fogo.

O Modus Operandi: O rastro do dinheiro vivo

A investigação começou após o alerta de saques em espécie astronômicos feitos pelo sócio de uma modesta empresa de bombonas plásticas, cujo capital social declarado é de míseros R$ 30 mil.

O nó da questão está na origem desse dinheiro: o MPAM identificou que uma empresa prestadora de serviços de publicidade e marketing, detentora de contratos polpudos com órgãos públicos estaduais e municipais, transferiu quantias milionárias para essa empresa de plásticos. Detalhe: sem nenhuma justificativa formal, sem prestação de serviço real e sem nenhuma operação de compra e venda.

Segundo o Gaeco, o esquema é clássico: a agência de publicidade injetava o dinheiro público na empresa de fachadas, e o operador sacava os valores direto na boca do caixa. O objetivo? Romper a trilha bancária, dificultar o rastreamento dos órgãos de controle e fazer o dinheiro chegar “limpo” e em espécie aos beneficiários finais.

O jogo dos bastidores e o cerco ao sigilo

Embora o MPAM e a Polícia Civil mantenham os CPFs e CNPJs trancados a sete chaves, o mercado de agências de publicidade que operam contas milionárias com prefeituras e o governo do Estado no Amazonas é restrito. Nos bastidores da política manauara, as apostas para descobrir quem é a agência envolvida e qual “tubarão” estava por trás dos saques já começaram.

A expectativa agora gira em torno dos desdobramentos da prisão temporária e da análise dos computadores e documentos apreendidos. No jornalismo investigativo, sabemos que o segredo de Justiça em casos desse calibre costuma balançar assim que os primeiros depoimentos forem tomados ou quando os pedidos de habeas corpus começarem a tramitar no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

O Portal Chumbo Grosso segue acompanhando os desdobramentos dessa operação e trará novas informações assim que os nomes dos envolvidos vierem à tona. Fique ligado!

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