PDT vai de Lula e David Almeida no Amazonas

Por Redação, 21 de julho de 2026
As movimentações do Partido Democrático Trabalhista (PDT) para as Eleições 2026 desenham com clareza a tática da legenda para o pleito deste ano: pragmatismo puro no cenário nacional e sobrevivência eleitoral nos estados.


Enquanto em Brasília a cúpula do PDT formalizou apoio à pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, no Amazonas a ordem do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, foi selar o compromisso com o projeto de David Almeida (Avante) na disputa pelo Governo do Estado.

Nacional: Abrigo na base governista pós-Ciro Gomes

A convenção realizada na capital federal colocou o PDT como o primeiro partido a oficializar palanque para Lula em 2026. A jogada antecipada marca uma mudança drástica em relação aos pleitos anteriores, nos quais o partido sustentava a candidatura própria de Ciro Gomes.


Com a ida de Ciro para o PSDB, a direção trabalhista optou por reatar laços definitivos com o PT. A estratégia busca garantir sustentação política e evitar que a bancada do partido encolha no Congresso Nacional.

Amazonas: Máquina local e chapa de deputados

No plano estadual, a dinâmica obedece a outra lógica. O aval de Carlos Lupi à pré-candidatura de David Almeida ao Governo do Amazonas foi chancelado ainda no início do ano, consolidado com a filiação do secretário de Limpeza Urbana de Manaus, Sabá Reis, que assumiu o comando da sigla no estado.


Para o PDT amazonense, a aliança com o grupo de David Almeida traz a musculatura política necessária para montar chapas competitivas de deputados estaduais e federais.

Ideologia x Pragmatismo

O contraste entre a convenção em Brasília e os arranjos em Manaus ilustra o tradicional “duplo movimento” da política brasileira:

  • Em Brasília: Discurso alinhado à esquerda e defesa da gestão federal.
  • Em Manaus: Aliança regional focada em densidade eleitoral e capilaridade nos municípios.
    Resta saber como essa composição será absorvida pelo eleitorado local e de que forma o PDT usará o tempo de TV e a estrutura partidária para equilibrar os dois palanques ao longo da campanha.

Texto: Ronaldo Aleixo.

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