Cuidado essencial para evitar acidentes de trânsito, saber onde fica o “ponto cego” dos veículos previne sinistros envolvendo motocicletas. Foi com foco nesta medida preventiva que a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), promoveu, nesta sexta-feira, 24/7, a ação “Condutor Consciente” voltada a motoristas de ônibus da cidade, em parceria com a Moto Honda da Amazônia e o Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH).
Inicialmente, foi realizada uma palestra, em formato de bate-papo, em que instrutores da Honda deram dicas de direção a motoristas de empresas de ônibus do transporte urbano. Na ocasião, foram apresentados vídeos educativos para reforçar a importância de conduzir os veículos de forma defensiva e obedecer aos limites de velocidade.
O diretor-presidente do IMMU, Elson Andrade, acompanhou as atividades e explicou a importância de fomentar a educação de trânsito. “A gente entende que quanto mais capacitados e conscientizados os motociclistas, motoristas e pedestres estiverem, maior será a chance de evitar acidentes. Acompanhamos a redução de sinistros em outras modalidades, exceto os acidentes com motociclistas, o que nos preocupa muito, pois eles são mais vulneráveis quando comparados a ônibus, automóveis ou caminhões. Por isso, esse trabalho de educação é feito constantemente pelo instituto, em paralelo à fiscalização e sinalização, buscando reduzir esses índices de vítimas fatais”, destacou o diretor-presidente.
Em seguida, os trabalhadores participaram da parte prática, na qual simularam, com a ajuda de instrutores da Moto Honda, a dificuldade em observar motociclistas que se posicionam em “pontos cegos” de ônibus. A ideia é que os profissionais tenham mais cuidado para evitar acidentes envolvendo motos.
Ozéias Andrade, especialista em operações de pilotagem do Centro Educacional de Trânsito Honda, ressaltou a importância da colaboração entre a Moto Honda e a prefeitura. “Nesta ação em parceria com o IMMU, voltada aos motoristas do transporte urbano de Manaus, tratamos de um assunto que parece simples, mas é crítico: o “ponto cego”. O objetivo é entender como ele contribui para acidentes e mostrar formas de evitá-lo, garantindo a segurança de motoristas e motociclistas. Com os motoristas habilitados na categoria A, fazemos uma troca de posições: ora atuam como motoristas de ônibus, ora como motociclistas. É essencial estimular essa empatia, pois no trânsito precisamos nos colocar no lugar do outro para alcançar a segurança”, disse.
Lucélia Costa é técnica de segurança do trabalho e possui habilitação na categoria D. Ela participou do treinamento e confirmou a importância de reconhecer os “pontos cegos”. “Eu fiquei impactada, porque grande parte dos motociclistas não entende o que é dirigir um veículo grande, tipo o ônibus. Tem uma hora que você vê o motociclista, mas tem outra que, no retrovisor, ele não aparece mais. É um curso maravilhoso para adquirir experiência e perceber que os motociclistas precisam de cuidado”, afirmou.





