A tarde desta sexta-feira (24) foi de luto para a segurança pública do Amazonas com o assassinato do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos, lotado no Denarc. O agente foi morto a tiros durante uma incursão contra o tráfico de drogas no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus.
A reação do Estado foi imediata: operações integradas já resultaram na prisão de Mayara Silva da Silva em um condomínio no Tarumã, apreensão de picape com drogas, além de um suspeito baleado e custodiado. As forças de segurança continuam no encalço de Rafael Pereira Freitas.
A Lacração e o “Tiro no Pé” Politiqueiro
Enquanto a família do investigador chora a perda do policial, políticos tentaram usar a tragédia nas redes sociais para faturar engajamento e criticar o poder público sob a bandeira do “período eleitoral”. Porém, um “pequeno detalhe” omitido nos discursos veio à tona e desmantelou a narrativa oportunista.
Um dos principais nomes apontados no envolvimento do crime é o Cabo da Polícia Militar Bruno Everson Pinto dos Santos. Para além do crime de ontem, o histórico de Bruno Everson revela bastidores ainda piores:
- Máfia de Roubo de Carga: Em 2023, o militar foi alvo de mandado de prisão e busca e apreensão acusado de integrar um esquema que usava viaturas e veículos oficiais da frota do Estado (como uma Ford Ranger) com placas clonadas para interceptar e roubar caminhões de carga no bairro Mauazinho. Vale lembrar que, ao longo de 2023, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) foi comandada pelo general Carlos Alberto Mansur (até agosto) e pelo coronel Vinícius Almeida (a partir de agosto).
- Ligação Direta com Pré-Candidato: Registros de redes sociais mostram a proximidade do Cabo Bruno Everson com o Capitão Alberto Neto, pré-candidato ao Senado. Em publicação de 2018, Alberto Neto se referia ao cabo envolvido no crime como “grande amigo”, “excelente policial militar” e “bom pai”.
Tolerância Zero para Falsos Heróis e Oportunistas
O caso escancara duas feridas: a urgência de uma depuração interna nas corporações contra as “ovelhas negras” incrustadas no sistema e o oportunismo de quem tenta usar o sangue de um policial para palanque político antes de checar quem realmente está por trás do gatilho.
A ordem na Polícia Civil e na Polícia Militar permanece firme: tolerância zero. O Chumbo Grosso segue acompanhando as buscas nas ruas de Manaus até que todos os envolvidos prestem contas à Justiça.

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