O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) denunciou nessa terça-feira (28), mais um aumento no preço da gasolina praticado pela Refinaria da Amazônia
(REAM), pertencente ao Grupo Atem.
A refinaria tem elevado o preço da gasolina vendida às distribuidoras, mesmo sem haver justificativa proporcional
na cotação internacional do petróleo.
Desde que a Rede Atem comprou a refinaria da Petrobras em 2022, passou a
importar petróleo, deixando de refinar o petróleo produzido em Urucu, no Amazonas. Desde então, a REAM justifica os reajustes alegando a necessidade
de acompanhar o mercado internacional, porém a lógica é aplicada apenas quando os preços do petróleo sobem.
Rodrigo Guedes apresentou um levantamento próprio comparando a evolução
do preço do barril de petróleo com os reajustes da gasolina praticados pela
REAM desde o início deste ano. Segundo os dados, antes da escalada do
conflito entre Estados Unidos e Irã, em fevereiro deste ano, o barril era
negociado a US$ 72,48, enquanto a refinaria vendia a gasolina às distribuidoras
por R$ 2,89.
Durante o período de maior tensão internacional, o barril chegou a
aproximadamente US$ 118. Após um acordo de paz anunciado em junho, a
cotação caiu para cerca de US$ 71, valor inferior ao registrado antes do conflito.
Mesmo assim, a REAM não promoveu qualquer redução no preço da gasolina.
Após uma nova alta do petróleo nas últimas semanas, a refinaria anunciou um
reajuste de R$ 0,56. Entretanto, mesmo com a recente queda da cotação
internacional, que recuou de cerca de US$ 94 para US$ 81 em poucos dias, o
preço da gasolina permaneceu inalterado.
Conforme o levantamento apresentado por Rodrigo Guedes, entre o período
anterior ao conflito até esta terça-feira, o preço da gasolina comercializada pela
REAM às distribuidoras aumentou R$ 2,18, enquanto a variação acumulada do
barril de petróleo no mesmo intervalo foi significativamente menor.
Diante dos números, o vereador formalizou denúncias aos órgãos de controle e
pediu uma fiscalização para ser investigada a política de preços adotada pela
refinaria.
“A REAM está praticando um aumento de 63% e isso é criminoso. Não podemos
aceitar que os amazonenses paguem uma das gasolinas mais caras do Brasil
enquanto os reajustes parecem ocorrer apenas em benefício da empresa. É
preciso investigar a prática de abuso econômico e garantir transparência na
formação dos preços dos combustíveis no Amazonas. A refinaria faz o que quer
para enriquecer às custas da população e não vamos aceitar”, declarou.





