Quem achou que a “Rainha dos Baixinhos” ia se aposentar do entretenimento infantil depois dos 60 anos, errou feio. O retorno de Xuxa Meneghel aos palcos com superproduções de arena não é só uma jogada comercial inteligente; é um fenômeno raríssimo no entretenimento mundial.
No Brasil e no mundo, a conta é simples: quantas mulheres com mais de 60 anos você conhece que conseguem lotar estádios cantando para crianças? A resposta cabe nos dedos de uma mão.
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Xuxa não está sozinha na história, mas faz parte de uma casta seleta de artistas que ignoraram a “data de validade” que a indústria tenta impor à terceira idade:
- Chabelo (México): O eterno menino da TV mexicana apresentou programas e fez shows infantis ao vivo até os 80 anos.
- Roberto Gómez Bolaños, o Chespirito (México): Lotou ginásios e estádios interpretando o Chaves e o Chapolin bem depois dos 70 anos.
- Shari Lewis (EUA): A criadora da cadelinha Lamb Chop comandou megashows e programas de TV educativos com fantoches até os 65 anos.
- Mister Rogers (EUA): Manteve seu império do entretenimento infantil na TV até passar dos 70 anos.
O Fenômeno Xuxa
O diferencial da Xuxa é que ela não voltou apenas para cantar para os “baixinhos” de hoje. Ela canta para os “baixinhos” de 30 e 40 anos atrás, que hoje levam seus próprios filhos. É a nostalgia pura movendo multidões e movimentando milhões.
Enquanto a indústria do entretenimento insiste em empurrar artistas seniores para o esquecimento — especialmente as mulheres —, Xuxa mostra que idade é detalhe. Ela não é a única sênior a trabalhar com crianças na história, mas, no formato de megashow de arena e apelo de massa, é uma exceção absoluta no planeta.
A Rainha não perdeu a majestade. E o público, pelo visto, continua querendo a Nave.





