Elessandro Riguer Bispo, de 35 anos, preso na manhã desta segunda-feira (a 24), em Nova Bandeirantes (a 996 km de Cuiabá), alegou que matou a esposa, Eliene Luzanira da Silva, de 38 anos, a facadas, após descobrir uma suposta traição. A informação foi revelada pelo delegado Matheus Oliveira, titular da delegacia da região. A mulher foi morta a facadas no último sábado (22), dentro da casa onde morava. O filho dela, de 7 anos, presenciou o crime.
Em entrevista ao programa Cadeia Neles, o delegado relatou que logo após a comunicação do crime, as equipes começaram as diligências e rapidamente conseguiram a identificação do possível autor. Após dois duas de buscas, ele se entregou na delegacia nesta segunda.
O delegado contou que, em depoimento, Elessandro afirmou que uma suposta traição por parte da vítima teria sido a motivação do crime. “A gente não vai ter a certeza do pretérito, porque a vítima não se encontra viva mais. Mas aí vamos ficar com a palavra exclusiva do autor”.
O suspeito deve ser indiciado pelo crime de feminicídio, conforme o delegado. “Com essa nova tipificação, [esperamos] uma cadeia mais dura para ele. Eu espero que seja uma pena pesada para um sujeito desse, que mata [uma mulher a] facadas, na frente de uma criança de 7 anos. Um crime bárbaro”, completa.
O crime
Conforme já publicado pelo Portal , Eliene foi morta na frente do filho dela, um menino de 7 anos. Ele quem relatou o crime para um vizinho, afirmando que o seu pai teria matado sua mãe. O vizinho acionou a Polícia Militar, que esteve no local e constatou o feminicídio.
Os policiais encontraram Eliene caída no chão da cozinha, envolta por sangue e com diversas perfurações de faca pelo corpo. Perto dela, na pia, foi encontrada uma faca, suja de sangue.
Segundo a delegada Mariell Antonini, secretária do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher de Mato Grosso, Eliene não havia registrado denúncias anteriores contra o marido nem possuía medida protetiva contra ele.
A delegada reforça o alerta para que mulheres busquem ajuda do Estado já nos primeiros sinais de violência doméstica. A autoridade policial destaca que procurar ajuda desde o começo permite que os órgãos públicos conheçam a situação de violência e adotem mecanismos de proteção.
“A mulher não está sozinha. É muito importante buscar ajuda do Estado nos primeiros sinais de violência. Temos instrumentos para proteger essa vítima e ajudá-la a romper o ciclo. O isolamento não é a melhor saída. Procure a Polícia Civil, peça uma medida protetiva e permita que a rede de proteção possa atuar”, afirma Mariell.





