Uma decisão que pegou milhares de famílias amazonenses de surpresa colocou em risco a saúde de quem mais precisa. A candidata ao Governo do Estado, Maria do Carmo Seffair (PL), acionou a Justiça Eleitoral para tentar barrar os mutirões de saúde do Sistema de Regulação (Sisreg), com foco principal nas consultas de neuropediatria — área essencial para o diagnóstico e acompanhamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O impacto direto nas famílias
Caso os mutirões realizados nos CAICs TEA sejam interrompidos por causa do questionamento judicial:
- Mais de 10 mil crianças e adolescentes no Amazonas podem ficar sem diagnóstico e acompanhamento especializado.
- Perda de tempo precioso: Na neuropediatria, o tempo é decisivo. O laudo é a chave para garantir terapias pelo SUS, adaptações escolares e benefícios sociais.
- Dano irreversível: Quanto mais cedo a intervenção começa, maiores são as chances de desenvolvimento da criança. Atrasar esse processo traz prejuízos que não se recuperam no futuro.
Disputa política acima da saúde
Embora a candidata alegue uso da máquina pública, a consequência prática da ação atinge diretamente as mães atípicas que esperam há anos por uma vaga. Em vez de buscar soluções para a fila de espera, a medida jurídica fecha a porta para quem finalmente vislumbrava uma esperança de atendimento.
“A disputa eleitoral passa, mas o tempo de desenvolvimento de uma criança com TEA que perde a oportunidade de diagnóstico não volta mais.”
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Nota da Redação: Registra-se que os envolvidos não foram consultados previamente para a elaboração deste material por se tratar do acompanhamento de fatos públicos, amplamente veiculados e de repercussão aberta no dia de hoje. No entanto, em respeito aos princípios do contraditório e do bom jornalismo, o espaço segue estritamente aberto para que Maria do Carmo ou sua assessoria se manifestem.





