MANAUS — A mais recente pesquisa de opinião do instituto Direto ao Ponto Pesquisas (registrada no TSE sob o nº AM-09630/2026 e realizada em agosto) traz um diagnóstico claro sobre como o eleitorado manauara enxerga o atual prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante). Os números revelam um cenário de transição marcado por cautela, mas que carrega o peso da herança política de seu antecessor, David Almeida.
O Raio-X dos Números
Segundo o levantamento estimulado, a avaliação da administração municipal se divide da seguinte forma entre os entrevistados que opinaram:
- Regular: 43%
- Péssima: 22%
- Boa: 20%
- Ótima: 9%
- Ruim: 6%
Em suma, a aprovação direta do novo prefeito soma 29% (Ótima + Boa), enquanto a reprovação atinge 28% (Ruim + Péssima). No centro desse prato da balança, a expressiva maioria de 43% classifica o governo apenas como “Regular”.
A Sombra e a Herança de David Almeida
A leitura técnica dos dados confirma que o mandato de Renato Junior está intrinsecamente ligado à imagem de David Almeida. Como ex-secretário de Infraestrutura e vice-prefeito alçado ao cargo após a renúncia do titular para a disputa estadual, a população percebe a atual gestão como uma continuidade direta do grupo político do Avante.
Dessa forma, a fatia expressiva de reprovação — liderada pelos 22% de “Péssima” — atua como um reflexo acumulado da rejeição que o eleitorado já nutria pela chapa nos meses anteriores. A herança do antigo gestor impõe um “teto” de crescimento para a imagem do novo prefeito.
O “Efeito Amortecedor” da Troca de Comando
Por outro lado, a mudança no comando do Executivo municipal produziu um efeito de descompressão política. A transição permitiu amortecer os picos de desgaste mais agressivos da gestão anterior, migrando uma parcela significativa de eleitores críticos para a faixa da neutralidade.
A liderança isolada do índice “Regular” (43%) mostra que a população colocou o atual gestor em um período de teste. Para Renato Junior, esse contingente representa tanto um risco quanto uma oportunidade: trata-se de um eleitorado pragmático que ainda aguarda marcas próprias e entregas concretas para decidir se converterá seu voto em apoio ou em oposição declarada.





