BOMBA NO PL: Alfredo Nascimento é acusado de pernada milionária em Maria do Carmo, uso de candidaturas ‘laranjas’ para turbinar própria campanha e extorsão com estúdio obrigatório (vídeo)

Valdemar prometeu R$ 7,5 milhões em Brasília para Maria do Bairro e Alfredo deu pernada e liberou apenas R$ 4,5, ficou com 6 milhões para ele e Salazar.

A crise no Partido Liberal (PL) no Amazonas atingiu níveis devastadores. O clima de guerra aberta ganhou contornos ainda mais graves após o Delegado Costa e Silva quebrar o silêncio e detonar publicamente a condução do Fundo Eleitoral realizada pelo presidente estadual do partido, Alfredo Nascimento. Agora, novos relatos e denúncias de bastidores escancaram que a atuação da liderança partidária envolve o uso de candidaturas “laranjas” para escoar e direcionar verbas milionárias do Fundo Eleitoral para a própria candidatura de Alfredo a deputado federal, além de uma verdadeira “pernada” financeira em nomes de peso da sigla.

  • Repasses desiguais e o esquema de candidaturas “laranjas”: Costa e Silva apontou que Alfredo Nascimento reservou R$ 3 milhões para a sua própria campanha a deputado federal e outros R$ 3 milhões para um aliado de sua preferência. A denunciante relata um episódio de truculência e desrespeito de Alfredo com candidatas mulheres para impor um regime autoritário no partido. A denúncia aponta que a cúpula estaria utilizando candidaturas femininas “laranjas” para abocanhar cotas do Fundo Eleitoral e irrigar por debaixo dos panos a campanha principal de Alfredo à Câmara Federal, enquanto a maioria dos candidatos reais do partido recebeu repasses irrisórios de R$ 50 mil.
  • A pernada em Maria do Carmo: O ápice do escândalo envolve a candidatura de Maria do Carmo. Segundo a denúncia, Maria do Carmo esteve em Brasília e acertou diretamente com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, o repasse de R$ 7,5 milhões para alavancar sua campanha. No entanto, por intervenção e manobra da gestão de Alfredo Nascimento, o valor sofreu um corte drástico: ela foi forçada a aceitar apenas R$ 4,5 milhões, configurando uma verdadeira rasteira financeira dentro do próprio partido para reter verbas no comando estadual.
  • A farra do suposto estúdio laranja obrigatório: Para fechar o cerco de arrecadação interna, a denúncia traz à tona a montagem de um estúdio próprio e produtora ligada à liderança do PL no Amazonas. Candidatos estariam sendo coagidos a contratar o espaço da sigla por valores entre R$ 7 mil e R$ 15 mil por produção, garantindo que o dinheiro liberado pelo Fundo Eleitoral retorne diretamente para o caixa da agência ligada ao comando partidário.
  • Desafio e resgate de passado: Diante das disparidades, o Delegado Costa e Silva desafiou Alfredo Nascimento a abrir mão do Fundo Eleitoral, devolver o dinheiro público à União e disputar as eleições em igualdade de condições. Costa e Silva também relembrou o passado político de Alfredo, que integrou a base dos governos de esquerda como ministro dos Transportes.

A soma das denúncias traz um racha histórico no PL do Amazonas, expondo disputas por milhões do fundão partidário, acusações de autoritarismo contra mulheres, uso ilegal de frentes eleitorais e ingerência direta nas verbas acertadas com a direção nacional do partido.

Em respeito ao contraditório, à transparência e aos princípios do jornalismo ético e responsável, reafirmamos o compromisso de assegurar amplo direito de resposta a todos os citados na reportagem — incluindo Alfredo Nascimento, o Delegado Costa e Silva, o presidente nacional do PL Valdemar da Costa Neto, a senhora Maria do Carmo e demais membros da direção do Partido Liberal —, para que possam apresentar formalmente suas versões e esclarecimentos sobre os fatos narrados. Reiteramos, ainda, que a identidade das fontes e denunciantes de bastidores é integralmente preservada sob o sigilo da fonte, garantia constitucional fundamental assegurada pelo artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal.

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