Porcalhada eleitoral: Mayra Dias encerra campanha e transforma Avenida do Turismo em lixão a céu aberto

As imagens chocantes registradas no local não deixam margem para dúvidas. A sarjeta virou um depósito interminável de dejetos, coalhada de garrafas plásticas, copos descartáveis e embalagens amontoadas. Em meio à imundície, o material de campanha da candidata — incluindo santinhos e bandeirinhas com o nome de Mayra Dias e o número 55.125 — aparece espalhado pelo chão, escancarando a falta de civismo e o total desprezo pelo patrimônio público.

Enquanto apoiadores celebravam o evento político, a fatura ambiental e urbana sobrou inteiramente para a população de Manaus e para o esforço dos trabalhadores da limpeza pública.

Infração grave e a cobrança da lei
De acordo com a Lei Municipal nº 1.944/2014, os organizadores de eventos têm responsabilidade legal e direta sobre a limpeza das vias públicas do entorno, o que engloba desde a coleta de resíduos até a varrição e lavagem da área. A legislação prevê desde advertência até multas pesadas de 70 UFMs em caso de reincidência, além da cassação da licença para realização de eventos.

Diante do rastro de lixo e da poluição visual e ambiental flagrados pelas lentes na Avenida do Turismo, a cobrança se torna inevitável. Cabe agora à Prefeitura de Manaus fiscalizar o estrago com rigor, apurar as responsabilidades e aplicar as sanções cabíveis. Além disso, a presença de propaganda eleitoral descartada dessa forma na via pública exige atenção dos órgãos competentes quanto às regras de postura e limpeza urbana na reta final do pleito.

Tratar a cidade como lixeira é o primeiro indicativo de como se pretende lidar com o interesse público. O cidadão manauara não pode arcar com o custo da irresponsabilidade alheia.

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