A Rede Alyne foi lançada em 2024 pelo governo federal como parte de uma estratégia de reestruturação da antiga Rede Cegonha, com o objetivo de reduzir em 25% a mortalidade materna no Brasil. A iniciativa visa ampliar e qualificar as ações voltadas à saúde materno-infantil, promovendo um cuidado mais humanizado e integral para gestantes, parturientes, puérperas e crianças.
A enfermeira obstetra Núbia Cruz, diretora da MMT, destacou que a realização da oficina fortalece o compromisso da maternidade com o estímulo do diálogo e da reflexão sobre as práticas cotidianas, detectando entraves e desafios e buscando a melhoria dos serviços de saúde. “Buscamos alinhar nosso direcionamento para entregarmos um atendimento sempre mais acolhedor, ágil, seguro e resolutivo em nossa unidade”, concluiu a diretora.
A oficina, organizada pela assistente social Loiana Melo, apoiadora do projeto de Gestão de Maternidades da Rede Alyne, teve como objetivo discutir um novo modo de operar e reorganizar os processos de trabalho, a partir do planejamento estratégico e do fluxo de acolhimento na unidade, permitindo a reflexão sobre o papel do gestor enquanto agente promotor da melhoria na gestão do sistema e do cuidado à saúde dos cidadãos, elencando a importância de assegurar as práticas exitosas que buscam a integralidade da assistência, o protagonismo dos gestores municipais e sua atuação nas instâncias de pactuação.
Durante a oficina, foram discutidos temas como escuta ampliada/qualificada das necessidades; abertura à diversidade cultural, racial e étnica; compartilhamento de saberes (usuário como participante); respostas mais adequadas aos usuários e à sua rede sociofamiliar; qualificação e garantia do acesso; e encaminhamento responsável.
A enfermeira obstetra e responsável pelo Núcleo de Educação Continuada e Permanente da MMT, Larissa de Almeida, foi responsável pela dinâmica “Alvo da Gestão que Acolhe” e ressaltou que o objetivo foi ter um panorama e refletir sobre o que pode ser aprimorado em termos de processos de trabalho para que cada aspecto esteja mais próximo do alvo de excelência.
“Cada um fez uma avaliação individual sobre seis aspectos: Capacidade de Comunicação, Motivação e Valorização do Trabalhador, Gestão de Recursos, Adesão a Protocolos e Liderança. Logo em seguida, houve a construção coletiva do retrato de cada gerência e chefia e foi possível ver, de maneira geral, se estamos em um nível crítico, intermediário ou excelente em relação ao acolhimento em saúde”, explicou Larissa.





