Uma ostensiva investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), desarticulou na manhã desta quinta-feira (5/11) uma complexa organização criminosa voltada à exploração de apostas ilegais e lavagem de dinheiro. Batizada de Operação Azzardo, a ação deu cumprimento a 50 mandados de busca e apreensão no DF e em outros cinco estados (SP, GO, PR, CE e RN), acompanhada do bloqueio judicial de até R$ 3,48 bilhões em ativos dos investigados.
O esquema, iniciado a partir de alertas da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), utilizava fachadas grotescas para ocultar a movimentação bilionária — a exemplo de um único lote na Ceilândia que sediava 10 empresas de fachada com o mesmo telefone de contato. A engenharia financeira contava com uma fintech autorizada pelo Banco Central em São Paulo para centralizar os aportes recebidos via Pix, utilizando rodízio de procuradores e conversão em criptoativos para ocultar o rastro dos recursos criminosos.





