Por Ronaldo Aleixo — A poeira nem bem baixou nos bastidores da política amazonense e o terremoto no PL já tem seu centro focal definido: a saída iminente da deputada estadual Débora Menezes rumo ao Republicanos. Alinhada diretamente a figuras da ala conservadora nacional, como a senadora Damares Alves e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a parlamentar prepara as malas e escancara o racha definitivo na direita local.
O foco da debandada: Débora Menezes no centro da virada
Segundo fontes do PL-AM ouvidas pelo Portal Chumbo Grosso, a puxadora de votos e principal voz conservadora na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), Débora avalia que a atual estrutura da legenda não oferece mais garantias para a atuação ideológica.
A migração de Débora para o Republicanos — partido associado à pauta de Damares Alves — arrasta consigo a militância bolsonarista e nomes como o da empresária Maria do Carmo. Isso representa mais do que uma simples troca de legenda: é o desmantelamento da chapa forte que o PL construiu no estado.
A crise de identidade do PL Amazonas como estopim
A debandada de Débora Menezes tem causa clara: a perda de rumo e de identidade que tomou conta do PL no Amazonas. O clima azedou de vez após o presidente estadual da sigla, Alfredo Nascimento, escancarar a postura pragmática do partido em entrevistas pós-eleição:
Acordos de bastidor: Alfredo confirmou abertamente que mantinha acertos políticos com o governador Wilson Lima em trocas de cargos, o que ele chamou na cara dura de passado.
Tesoura nas lideranças: O dirigente cortou publicamente as asas e as pretensões antecipadas de Alberto Neto de disputar a Prefeitura de Manaus.
Barganha por cargos: Interlocutores apontam que Alfredo — histórico aliado de Omar Aziz — já articula espaço e negocia cargos na futura gestão.
Para a base conservadora que ergueu a bandeira da “direita pura”, o PL virou moeda de troca de arranjos tradicionais.
O novo tabuleiro com o Republicanos fortalecido
Com a provável chegada de Débora Menezes e seu grupo, o Republicanos absorve a representatividade ideológica do estado, enquanto o PL corre o risco de virar uma legenda casca-vazia. Alfredo Nascimento corre o sério risco de ficar comandando um partido gigante no papel, mas sem puxadores de voto nem militância nas ruas.




