Governo do Estado reforça autonomia da pessoa com deficiência no Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado neste sábado

O dia é dedicado à conscientização, inclusão social e melhores oportunidades para pessoas com Down

Foto: Amanda Postigo e Arquivo SEPcD

O Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado neste sábado, reforça a importância de combater estigmas e promover a inclusão social das pessoas com essa condição. Para Bárbara Picanço, de 36 anos, a dança do ventre foi seu principal alicerce para o desenvolvimento pessoal, além da parceria social com o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEPcD).

Cadastrada na Associação de Pais e Amigos do Down no Amazonas (APADAM), uma das instituições que recebem apoio do Governo do Amazonas em ações e atividades sociais, Bárbara pode ter acesso a serviços especializados para seu desenvolvimento, obtendo o apoio e incentivo necessários para suas próprias conquistas.

Segundo sua mãe, Gracinha Picanço, com oportunidades e adaptação, as PcD são capazes de ter uma vida de autonomia e bem-estar. “Essa é uma data importante para a visibilidade, conscientização, entender que as pessoas com Síndrome de Down são capazes de fazer o que elas quiserem. É um olhar que você deve ter para com eles, ser mais flexível, dar mais oportunidade e olhar com muito amor, pois eles podem ser o que eles quiserem”, destacou.

Gracinha ainda reforçou as atividades e a rotina de Bárbara como exemplo. “Hoje, a Bárbara tem 36 anos, claro que ela tem o seu jeito de sentir, ver, cada um tem uma personalidade, mas eu trabalhei bastante isso de disciplina. Ela ajuda na casa, estuda, vai para a aula de dança, têm também a inclusão por meio dos bois bumbás, que é com o Carlos Batata, além do futsal. Isso melhora ainda mais, o cognitivo também desenvolve e ajuda muita coisa”, acrescentou a mãe atípica.

De acordo com a secretária da SEPcD, Selma Banes, Bárbara é um exemplo de que muitas outras pessoas com Down são capazes de conquistar seus objetivos, tendo a oportunidade necessária com as políticas públicas do Estado.

“Nós trabalhamos para que os direitos PcD sejam assegurados, e um desses meios é com as parcerias com as Organizações da Sociedade Civil, pois elas estão lá na ponta, divulgando as ações, os serviços, projetos e todas as políticas ofertadas pela secretaria”, comentou a secretária.

Serviços

Por meio da SEPcD, pessoas com síndrome de down são encaminhadas para serviços de assistência social, saúde, educação e outros; também tendo acesso a documentação, com a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e da Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (CIPcD), que auxilia no atendimento prioritário e acessibilidade para os usuários.

Além disso, a SePcD também é responsável pela implementação de ações, incluindo sensibilização e palestras de conscientização para garantir os direitos desse público, além de oferecer linhas de crédito por meio do “+ Crédito Inclusão”, encaminhamento de currículos e orientações jurídicas e sobre benefícios.

A data

Criada pela Down Syndrome International e comemorada desde 2006, a data escolhida, 21 de março, representa a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21 que causa esta ocorrência genética.

A Síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição genética que surge na presença de três cromossomos 21 em todas ou na maioria das células de uma pessoa. A alteração acontece na concepção do bebê, fazendo com que ele nasça com 47 cromossomos presentes no núcleo das suas células, em vez de 46.

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