A Religião Brasileira de Umbanda está em festa, 113 anos de sua fundação

A crença na vida após a morte e na comunicação entre os dois mundos vem crescendo de forma significativa, a Umbanda é a representante brasileira deste segmento religioso e está em festa por mais um ano, agora 113.

Que em 15 de novembro se comemora a Proclamação da República todo mundo sabe, o que bem pouca gente sabe, é que existe outro acontecimento histórico bastante “nacional” que vem sendo comemorado neste dia a exatos 100 anos. A primeira religião fundada no Brasil e por um brasileiro, esta comemorando este centenário agora em 15 de novembro.

Estamos falando da Umbanda, que cultua a natureza e seus elementos como sagrados, através de sua filosofia espiritualista, filosofia esta que acredita na vida após a morte e na comunicação entre vivos e desencarnados. (segundo o último censo do IBGE, o número de pessoas que declararam partilhar desta crença ultrapassou com folga a marca de dois milhões de brasileiros).

História

A história relata que Zélio Fernandino, aos dezessete anos, teve uma paralisia que os médicos não conseguiam curar. Certo dia, sentou em sua cama e anunciou que estaria curado no dia seguinte…

No outro dia se levantou como se nada tivesse acontecido: os médicos não souberam explicar o ocorrido.

Um amigo da família sugeriu então uma visita à Federação Espírita em Niteroi, no Rio de Janeiro. Durante a visita o dirigente da Federação determinou que Zélio ocupasse um dos lugares à mesa.

Em determinado momento da reunião, Zélio Fernandino foi tomado por uma força superior à sua vontade, e em seguida vários dos médiuns presentes à mesa, foram incorporados por espíritos que se identificaram como indígenas, caboclos e escravos africanos.

O dirigente dos trabalhos convidou esses espíritos a se retirarem dizendo que eles eram atrasados.

 

A entidade incorporada em Zélio Fernandino quis saber se aqueles espíritos eram considerados atrasados apenas pela diferença de cor ou de classe social que revelaram ter tido na última encarnação, o que foi confirmado.

A entidade então anunciou que no outro dia estaria na casa de Zélio para iniciar um culto em que aqueles espíritos poderiam passar suas mensagens e assim cumprir a missão que lhes fora confiada no plano espiritual.

A nova religião falaria aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. Por fim, se identificou: – “Se querem saber o meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim.”

Lançava-se naquele momento a Umbanda, na qual os espíritos dos pretos velhos africanos, dos caboclos e dos índios poderiam trabalhar em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e condição social.

A prática da caridade, seria a tônica do culto, que teria como base o Evangelho de Cristo e como mestre supremo, JESUS.

E ali foi criada a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade assim denominada “porque assim como Maria acolhe o filho nos braços, também seriam acolhidos, como filhos, todos os que necessitassem de ajuda ou conforto”.

Tempos depois todos ficaram sabendo que a entidade que se identificou como Caboclo das Sete Encruzilhadas, tinha sido, em sua última encarnação o Padre Jesuita Gabriel Malagrida.

O Jesuita desenvolveu importante trabalho no Nordeste do Brasil e foi condenado como herege pela inquisição em Portugal e levado à fogueira.

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