A análise da conjuntura revela que a esquerda liberal brasileira (Lulopetismo) consolidou-se como uma força profundamente conservadora em sua práxis comunicacional.
Sob uma perspectiva crítica, assistimos à burocratização da luta: a substituição da agitação e propaganda pela deliberação coletiva paralisante. Onde deveria haver resposta rápida e visceral, há o “coletivismo excessivo” que funciona como um filtro de censura interna. Ao poupar o adversário e evitar o conflito estético, essa esquerda não exerce moderação, mas sim covardia estratégica.
O “Grito no Deserto” de Lula e a Confissão da Inépcia
O episódio recente em que o Presidente Lula instou sua base a ser agressiva e “soltar um palavrão” contra propagadores de calúnias no WhatsApp é o atestado de óbito da comunicação oficial. Ao pedir que o cidadão comum assuma o papel de “agressor” na disputa de narrativa, Lula admite que sua própria estrutura bilionária e engessada é incapaz de descer à arena das paixões humanas. A esquerda liberal tornou-se conservadora porque teme a perda do controle burocrático sobre a mensagem.
A “Lata de Conserva” e a Terceirização da Ousadia
O paradoxo atinge seu ápice no Carnaval. No desfile da Acadêmicos de Niterói, o conservadorismo foi ridicularizado através da imagem da “família tradicional em latas de conserva”. Ironicamente, a crítica cabe melhor à própria esquerda liberal do que aos seus adversários.
Enquanto a direita (representada por figuras como Nikolas Ferreira) mobiliza multidões de forma orgânica e presencial como na caminhada de 240 km de Minas a Brasília, a esquerda se esconde atrás de alegorias de Carnaval. Ela “terceiriza” a crítica social para a escola de samba porque perdeu a capacidade de ser a vanguarda do debate público. Ela dá risada do “conservador enlatado” na Sapucaí, mas, na prática do marketing político e na disputa do digital, comporta-se como o elemento mais conservador do sistema: reativa, passiva e dependente de verbas institucionais para eventos esvaziados, como o fracassado 1º de Maio/ 2024.
Quem é o Verdadeiro Conservador?
Na ciência do marketing político, conservador é aquele que mantém formas obsoletas de comunicação para preservar estruturas de poder. Ao burocratizar a militância e fugir do embate direto, a esquerda liberal entregou a “revolução estética” à direita. O resultado é uma esquerda que se diz progressista, mas que vive “enlatada” em seus próprios regimentos internos, enquanto a direita ocupa as ruas e as redes com a agilidade de quem não pede licença para existir.
A comunicação lulopetista hoje não é apenas ineficiente; ela é, em sua essência e comportamento, o novo conservadorismo brasileiro.
“E ainda nem cheguei no show de comunicação que os indígenas do baixo Tapajós deram nos 33 dias de ocupação na sede da Cargill em Santarém que derrotou organicamente o GOVERNO LULA recém derrotado na avenida do samba.” (Tema do próximo artigo).”
Por Rafael Medeiros | TREZZE Comunicação Integrada.





