O Capitão Alberto Neto (PL) proferiu um discurso contundente que articula uma crítica significativa e, de certa forma, implícita à gestão atual do Amazonas, liderada por Wilson Lima (União Brasil), da qual o seu próprio partido, o Partido Liberal (PL), faz parte da base de apoio.
Neto destacou que seu projeto político visa o avanço e a prosperidade do estado, e não meramente a disputa pelo poder, declarando que “Nós não podemos aceitar mais tanto atraso.”
O parlamentar concentrou suas críticas em questões estruturais e sociais urgentes, apontando a inércia percebida no governo. Ele enfatizou a necessidade de:
Implementar uma educação pública de qualidade.
Realizar investimentos essenciais em saneamento básico.
Promover a drenagem urbana, escoamento de ruas e limpeza de igarapés.
Defender o asfaltamento que beneficie tanto áreas nobres, como Ponta Negra, quanto bairros populares, como a Compensa, combatendo a desigualdade de atenção.
Alberto Neto ressaltou que o Amazonas é um estado de vastas riquezas, cuja potencialidade deveria ser utilizada para transformar a nação. A urgência da mudança foi o tema central de sua fala, clamando que é “hora de prosperar”.
A veemência da crítica ganha relevo por Alberto Neto ser filiado ao PL, partido que compõe a base de apoio do Governo Wilson Lima.
A crítica pública a áreas-chave da gestão – como infraestrutura e serviços básicos – por parte de um membro influente da base aliada configura uma clara contradição política.
Este posicionamento sinaliza um distanciamento estratégico ou uma possível ruptura, movimento frequentemente observado em períodos pré-eleitorais. A manobra visa construir uma plataforma política própria, desvinculada das falhas percebidas na administração vigente, enquanto capitaliza o descontentamento popular com os problemas mencionados.





