Amom Mandel expõe elo de 10 anos entre gestão David Almeida e servidora presa em operação contra o crime organizado.

MANAUS – O deputado federal Amom Mandel (Cidadania) utilizou suas redes sociais para expor o que chama de “núcleo político do crime organizado” instalado na Prefeitura de Manaus. Através de um infográfico detalhado, o parlamentar revelou que Anabela Cardoso, presa na Operação Erga Omnes, ocupa cargos de extrema confiança de David Almeida há quase uma década.

A “Estrutura” revelada por Amom
Mandel contesta a narrativa de que a servidora seria uma figura periférica na administração. “Não é alguém que passou por lá por acaso. É alguém que esteve dentro da estrutura”, disparou o deputado. A linha do tempo apresentada por Amom detalha a ascensão de Anabela ao lado de David Almeida:

Poder Legislativo (2017-2020): Atuou como Presidente da “Assembleia Cidadã” e Diretora-Geral Adjunta da ALEAM, assinando atos administrativos diretamente com a presidência de David Almeida.

Poder Executivo (2021-2025): Nomeada Secretária Executiva do Gabinete Pessoal logo após a posse de Almeida, subindo para a coordenação de agenda e logística direta do prefeito.

Setor Sensível (Atualidade): Até sua prisão, integrava a Comissão Municipal de Licitação (CML) e a Manauscult.

O Contraste do Tempo de Serviço
A postagem de Amom e os registros públicos lançam dúvidas sobre a nota de defesa da servidora, que alega “quase 20 anos de Polícia Civil”:

A Realidade dos Fatos: Anabela ingressou como investigadora na PC-AM apenas em 2011, o que desmente a tese de duas décadas de carreira policial.

Foco Político: Na prática, a maior parte de sua trajetória nos últimos 10 anos foi dedicada a cargos comissionados políticos, e não à atividade policial de base como disse a defesa da acusada para órgãos de imprensa.

Respostas e Reações
David Almeida: O prefeito minimizou a denúncia de Amom, classificando-a como “uso político” de uma operação policial e negando qualquer irregularidade em sua gestão.

Prefeitura de Manaus: Em nota oficial, a gestão afirmou que os atos investigados devem ser respondidos individualmente pela servidora e que a prefeitura colabora com a transparência.

Defesa de Anabela: Classifica as acusações de Amom e a investigação como “exploração midiática”, mantendo a tese de que ela é uma profissional técnica sem histórico criminal.

Para Amom Mandel, a ligação não pode ser tratada como surpresa: “Compartilha para que essa ‘coincidência’ não seja esquecida”, concluiu o deputado em sua publicação.

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