Banco Central informa clientes: Quais 4 bancos estão falindo no Brasil em 2026?

Clientes são avisados sobre 4 bancos que estão falindo no Brasil nesse ano e Banco Central comunica situação

O mercado financeiro está bastante agitado nos últimos tempos e, prova disso, trata-se das liquidações confirmadas pelo Banco Central nos últimos anos. Ademais, existem 4 grandes bancos que estão falindo no país e muitos não fazem ideia disso.

Para aqueles que não sabem, estamos falando do Banco Master, BRK Financeira, Portocred e Will Bank. Essas instituições estiveram diante de um anúncio do Banco Central e clientes precisam estar cientes.

Ademais, é fundamental enfatizar que, tal decisão não apenas abala o mercado financeiro como reforça os riscos associados a modelos bancários agressivos e alavancados.

1 – Banco Master

Após uma decisão firme, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Assim, os bens dos controladores foram bloqueados e todas as negociações suspensas, até mesmo a tentativa de compra pelo grupo Fictor. A medida aumentou significativamente o risco de falência da instituição.

Um dia antes da intervenção, o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, acabou sendo preso ao tentar deixar o Brasil. A prisão ocorreu no contexto da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude e gestão criminosa.

A crise do Banco Master teve origem em uma estratégia agressiva de captação de recursos, principalmente por meio de CDBs com juros elevados e investimentos em ativos supervalorizados, como precatórios. Mesmo depois de vender cerca de R$ 1,5 bilhão em patrimônio para tentar salvar a instituição, Vorcaro não conteve o avanço das perdas.

A tentativa de venda do banco ao BRB, iniciada em 2025, foi rejeitada pelo Banco Central após investigações e dúvidas sobre a qualidade dos ativos. Em novembro, o Master buscou outro comprador, mas a decretação da liquidação interrompeu as negociações.

2 – BRK Financeira

Em suma, a situação da BRK Financeira seguiu um caminho parecido ao Banco Master. No dia (15) de fevereiro de 2023, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, citando comprometimento patrimonial, graves irregularidades legais e riscos elevados aos credores.

Desde então, o cenário indicava que a empresa não teria condições de continuar operando. No dia (07) de março de 2024, a Justiça decretou sua falência. Posteriormente, a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo confirmou oficialmente o encerramento das atividades da companhia.

3 – Portocred

Além das duas instituições já mencionadas e no mesmo dia que a anterior, (15) de fevereiro de 2023, a Portocred foi alvo de intervenção do Banco Central e teve a liquidação extrajudicial decretada. Na época, a empresa acumulava cerca de 12 mil credores e uma dívida estimada em R$ 521 milhões.

O processo seguiu um roteiro semelhante ao da BRK: primeiro, a intervenção do Banco Central; depois, a suspensão das operações e a nomeação de um liquidante. Atualmente, a liquidação extrajudicial segue em andamento, sob a condução de um profissional indicado pela autoridade monetária.

4 – Will

Por fim, o Banco Central decretou na última quarta-feira (21), a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento (Will Bank), controlada pelo Banco Master. Informações do Will Bank dão conta que, a instituição possui 12 milhões de clientes, que envolvem cartões de crédito, empréstimos e investimentos, tendo movimentado cerca de R$ 7,5 bilhões no último ano.

Além disso, a instituição financeira possuí ainda cerca de 1,1 mil funcionários. No que se trata do dinheiro aplicado no banco digital, após a liquidação extrajudicial, os investidores do Will Bank estão cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), no mesmo esquema que envolveu investidores do Master após a liquidação.

Ademais, a proteção do fundo garantidor que cobrem o Banco Will, abrange os investimentos financeiros no valor de até R$ 250 mil.

Qual a diferença entre falência e recuperação judicial?

Em suma, ambos possuem como objetivo a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento.

No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa. Aliás, na falência, não existe a reestruturação do negócio e ele acaba fechando as portas. Mas, a ideia por trás da recuperação judicial é manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa pague as suas dívidas. Na falência, ocorre o encerramento do negócio.

 

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