Banco Central segue sugestão de Eduardo Braga e reduz compulsórios para movimentar economia

Expectativa é de liberação de R$ 135 bilhões no mercado a partir de março

O senador Eduardo Braga (MDB/AM) comemorou a decisão, anunciada pelo Banco Central nesta quarta-feira (19), de alterar as regras dos chamados depósitos compulsórios, reduzindo em média 8,5% pontos percentuais a parcela do dinheiro depositada pelos correntistas que os bancos precisam manter no Banco Central para garantir a estabilidade financeira e ajudar no combate à inflação. A redução dos compulsórios é uma bandeira antiga do líder do MDB, que defendeu a proposta pessoalmente junto ao presidente do BC, Roberto Campos Neto.

“Essa é uma medida que já vínhamos defendendo há bastante tempo. Era um exagero o tamanho do compulsório bancário e o Banco Central faz uma mexida importante para ver se tira a economia dessa falta de tração, retomando o crescimento”, declarou Eduardo Braga. O senador reiterou o que vem alertando há meses em debates no Senado Federal: não faz sentido, segundo ele, manter alíquotas elevadas de compulsórios num cenário de desemprego e estagnação econômica.

Emprego e renda – “Não dá para entender como é que um país com mais de 12 milhões de desempregados continua fazendo enxugamento monetário com o compulsório do Banco Central. O que o Brasil precisa é emprestar dinheiro – dinheiro a juros baixos, para o microcrédito, para o consumo –, para que nós possamos voltar a crescer”, afirmou o parlamentar.

O senador Eduardo alertou, no entanto, para a necessidade de adoção de outras políticas consistentes que garantam o aquecimento da economia, até porque, embora haja a expectativa de liberação de R$ 135 bilhões com a redução do compulsório, a partir de março, os bancos não são obrigados a destinar esses recursos para empréstimos.

A maior oferta de crédito, na opinião de Eduardo Braga, é vital para aquecer a economia. “Não existe crescimento sem consumo e não existe consumo sem crédito”, pondera o senador. A ampliação das linhas de crédito para as empresas, especialmente para pequenos e micro empreendimentos, também é fundamental, segundo ele, para ampliar os investimentos produtivos e gerar mais renda e emprego país afora.

Na avaliação do parlamentar, o Banco Central precisa ainda avançar na adoção de medidas que estimulem a concorrência no mercado financeiro, hoje marcado por um alto índice de concentração. “Enquanto o mercado de crédito for dominado por um cartel e não houver, de fato, uma competição saudável no sistema financeiro, os consumidores continuarão a ser penalizados com as taxas abusivas cobradas atualmente, especialmente no rotativo dos cartões de crédito”, argumentou.

Assessoria de Imprensa

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