BR-319: Desabafo de Júlio Balestrin e o xadrez político de Sarney, Itamar Franco,FHC, Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro, Lula de novo e  a inimiga da BR, Marina Silva. (VÍDEO)


O influenciador fitness Júlio Balestrin viralizou recentemente ao expor as vísceras da BR-319 (muitas vezes confundida com a Transamazônica pelo estado de abandono). Em seu relato, ele não poupou críticas à sucessão de governos que ignoraram a rodovia que liga Manaus a Porto Velho. Segundo Júlio, a estrada é um monumento ao descaso que atravessa gerações, citando nominalmente os governos de Lula, Bolsonaro, Temer e Dilma. Para o influenciador, o isolamento da região é uma escolha política que impede o desenvolvimento de indústrias e a dignidade dos moradores locais.

O equilíbrio de Lula: Entre o Asfalto e a Diplomacia Ambiental
Em 2026, o presidente Lula tenta desatar o nó que ele mesmo ajudou a manter em mandatos anteriores. Pressionado por políticos do Norte e pela crise logística acentuada pelas secas históricas, o presidente mudou o tom.

Em declarações recentes (fevereiro de 2026), Lula garantiu que a BR-319 será pavimentada, mas sob um “acordo definitivo” com ambientalistas. O presidente busca evitar que a obra seja vista internacionalmente como um “atestado de desmatamento”, defendendo uma “estrada-parque” com fiscalização rigorosa. Lula tem saído em defesa de sua ministra do Meio Ambiente, afirmando que a culpa pelo atraso não é dela, mas da complexidade de se fazer uma obra “bem-feita”.

Marina Silva: A inimiga da BR
A ministra Marina Silva, frequentemente apontada por lideranças regionais como a “inimiga número um” da rodovia, mantém uma posição técnica rígida. Para Marina, a BR-319 não é apenas uma estrada, mas um vetor que pode levar a Amazônia ao seu limite climático.

Governança antes do Asfalto: A ministra condiciona a obra à criação de unidades de conservação e postos de fiscalização integrados. Ela argumenta que asfaltar sem controle estatal seria “entregar a floresta para a grilagem”.

O Embate da “Licença Especial”: Recentemente, Marina enfrentou a promulgação da Nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (fevereiro/2026), que criou a “Licença Ambiental Especial” para destravar obras estratégicas como a BR-319. Embora o Congresso tenha derrubado vetos de Lula para acelerar o processo, o Ministério do Meio Ambiente ainda foca em estudos de impacto para garantir que o “trecho do meio” não se torne um corredor de destruição. A ministra esquece que a BR ja foi asfaltada, ou ela é se faz como uma piscicopata da Amazônia?

O cenário em 2026
Atualmente, o DNIT já destinou cerca de R$ 68 milhões para o licenciamento e gestão ambiental do trecho central. Enquanto as pontes sobre os rios Curuça e Autaz Mirim avançam, o embate ideológico continua: de um lado, a urgência social e econômica pregada por figuras como Balestrin; do outro, a cautela científica e política de Marina Silva sob o governo Lula.

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