O Amazonas amanhece sob o signo da incerteza e da indignação. No último sábado, 4 de abril de 2026, o governador Wilson Lima e seu vice, Tadeu de Souza, renunciaram aos seus cargos em caráter “irrevogável e irretratável”. A debandada, motivada por interesses eleitorais para as próximas eleições gerais, ocorre no exato momento em que a saúde pública do estado atinge um nível de desumanidade insuportável.
Enquanto os agora ex-gestores preparam suas campanhas, o Portal Chumbo Grosso recebeu denúncias devastadoras vindas de dentro da Maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus. O que se vê nos vídeos e áudios que circulam é o retrato fiel do abandono:
O Horror nos Corredores
- Mães em Cadeiras de Plástico: Sem leitos disponíveis, gestantes são obrigadas a aguardar atendimento em cadeiras desconfortáveis, transformando a recepção em uma enfermaria improvisada.
- Feto Morto e Risco de Infecção: Um relato estarrecedor aponta que uma paciente está com o feto morto no útero desde a última sexta-feira. Sem que os médicos realizem o procedimento de curetagem por falta de estrutura, a mulher corre risco iminente de infecção generalizada.
- Negligência com a Vida: Acompanhantes denunciam que outras grávidas, vindas de diferentes unidades, recebem prioridade enquanto quem já está na fila da Balbina Mestrinho padece no esquecimento.
- Estrutura em Ruínas: Além do atendimento precário, a unidade apresenta infiltrações visíveis no teto, expondo pacientes e recém-nascidos a um ambiente insalubre.
Herança Maldita
Wilson Lima, que em diversas ocasiões prometeu cumprir o mandato até o fim, preferiu a desincompatibilização para garantir seu futuro político, deixando o comando do estado nas mãos de Roberto Cidade, presidente da ALEAM.
Para a população que depende da rede estadual, a renúncia soa como uma fuga. O “caos” na Balbina Mestrinho não é um fato isolado, mas o ápice de uma gestão que priorizou o marketing político em detrimento do básico: o direito de nascer com dignidade.
O Portal Chumbo Grosso seguirá cobrando respostas da SES-AM e do novo governo interino. O povo do Amazonas não pode pagar com a vida pela ambição de quem deveria protegê-lo.
É por isso que lutamos: por transparência e respeito ao cidadão!





